Com mandados em cinco estados, ação mira brasileiros que integravam grupo internacional de misoginia e violência sexual; suspeitos discutiam marcas de sedativos para cometer os crimes.
A investigação revela um nível alarmante de organização, onde os suspeitos não apenas compartilhavam os crimes, mas trocavam “conhecimentos técnicos” sobre substâncias químicas para anular a resistência das vítimas.
🔍 Estrutura da Operação


A PF mobilizou equipes para cumprir ordens judiciais em pontos estratégicos do Brasil:
- Prisões: 3 mandados de prisão temporária.
- Busca e Apreensão: 7 mandados em São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.
- Escopo: Investigação transnacional envolvendo mais de 20 países.
🛡️ O Crime e a Lei

Os investigados podem responder por uma combinação de crimes graves previstos no Código Penal Brasileiro e legislações específicas:
- Estupro de Vulnerável: Pela impossibilidade de resistência das vítimas sedadas.
- Divulgação de Cena de Estupro: Pelo compartilhamento do material criminoso.
- Lei 13.642/2018 (Lei Lola): Atribui à PF a investigação de crimes de misoginia (ódio às mulheres) praticados na internet.
- Associação Criminosa: Pela articulação em rede estruturada para o cometimento dos delitos.
🖥️ O Papel da Cooperação Internacional

A operação nasceu de dados da Europol, evidenciando que o Brasil tem se tornado um parceiro vital no combate ao cibercrime global. Os dispositivos eletrônicos apreendidos hoje passarão por perícia de alta tecnologia para identificar não apenas os abusadores, mas também as vítimas, para que possam receber o suporte necessário.
🏛️ Misoginia e Ódio Online

A PF destacou que o grupo manifestava um forte conteúdo de repulsa à mulher, o que enquadra o caso em uma perspectiva de crime de ódio. A resposta estatal busca frear a sensação de impunidade que redes protegidas por criptografia muitas vezes proporcionam a esses grupos.
