Secretaria de Comunicação do Supremo afirma que prints de “visualização única” estavam armazenados em pastas de terceiros no computador do banqueiro; Vorcaro já está isolado em presídio federal.
A estratégia da defesa das instituições agora foca em demonstrar que o uso do nome de Alexandre de Moraes pode ter sido uma tentativa de Vorcaro de simular influência ou “vender” uma proximidade inexistente para seus interlocutores.
🔍 Os Detalhes da Nota Técnica do STF

A análise dos dados sigilosos, citada pelo tribunal, trouxe os seguintes pontos:
- Vinculação de Pastas: Os metadados dos arquivos mostram que as capturas de tela (prints) estavam organizadas em diretórios de outros nomes da lista de Vorcaro.
- Sigilo de Terceiros: O STF optou por não revelar quem seriam os verdadeiros destinatários das mensagens enviadas pelo banqueiro para preservar o sigilo das investigações em curso.
- Conclusão: Para o Supremo, fica demonstrado que o ministro nunca foi o interlocutor direto de Vorcaro naquela data crítica.
⛓️ Transferência para Brasília

Enquanto o embate sobre as mensagens continua, a situação de Daniel Vorcaro tornou-se ainda mais restrita:
- Segurança Máxima: Por ordem do ministro André Mendonça, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília.
- Pedido da PF: A transferência atende a um receio da Polícia Federal de que o banqueiro, mesmo preso em São Paulo, pudesse continuar exercendo influência ou comandando o que chamam de “milícia privada”.
- Isolamento: No sistema federal, o controle sobre visitas e comunicações é o mais rigoroso do país, visando neutralizar qualquer tentativa de obstrução de justiça.
📂 O Cenário da Operação Compliance Zero

A investigação agora se divide em duas frentes:
- A Fraude Financeira: O rombo bilionário no Banco Master e a venda de títulos podres.
- A Obstrução de Justiça: A invasão de sistemas da PF e o suposto monitoramento de autoridades.
📍 Reflexo em Pernambuco

Para os observadores políticos em Gravatá e no Recife, a nota do STF tenta colocar um “ponto final” na crise de imagem da corte. No entanto, o caso continua alimentando o debate sobre a transparência do Judiciário. A transferência de Vorcaro para Brasília é vista como uma demonstração de força da PF e do ministro André Mendonça para garantir que o processo siga sem interferências externas, algo que o mercado financeiro local acompanha com cautela devido à liquidação do Banco Master.
