O momentâneo aumento da tensão na América Latina ocorre com a chegada do porta-aviões USS Gerald R. Ford e a maior força de agressão dos Estados Unidos já reunida contra um país da região, a Venezuela. A escalada militar, que envolve 15 mil soldados e uma frota de navios de guerra e caças, é vista como uma ameaça à soberania de toda a América do Sul.
O Contexto da Agressão dos EUA

- Pretexto vs. Ambição: O pretexto declarado é o combate ao tráfico de fentanil e cocaína. No entanto, o objetivo oculto, segundo o texto, é submeter a América Latina à hegemonia dos EUA.
- Declínio da Superpotência: A ação de Donald Trump é interpretada como uma tentativa de reaver, pelo pânico, o domínio sobre o que o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, chama de “quintal” dos Estados Unidos, em um cenário de mundo multipolar onde a condição de superpotência absoluta dos EUA está em declínio.
- Ataques Ilegítimos: Até o momento, os EUA lançaram pelo menos vinte ataques contra botes no Caribe, resultando na morte de cerca de 80 pessoas, em clara violação ao direito internacional.
- Alvo Real: O objetivo principal e não declarado da operação seria a derrubada do governo constitucional de Nicolás Maduro.
A Resposta da Região



- Venezuela: Os venezuelanos denunciam a natureza psicológica da ofensiva e demonstram disposição para se defender, estando armados na defesa da revolução bolivariana.
- Colômbia: O presidente Gustavo Petro criticou abertamente a ação, resumindo-a como “um clã de pedófilos enviou couraçados para matar pescadores”.
- Brasil: O Brasil, tem adotado uma postura que busca o equilíbrio:
- Defende a paz e critica a ingerência militar estrangeira.
- Oferece-se como mediador nas negociações com Caracas.
- Mantém canais abertos com Washington para negociar a redução de tarifas comerciais e sanções políticas.
O cenário atual é de incerteza, com Trump na “situação limite” de ter que optar entre atacar ou se desmoralizar. Qualquer desfecho, porém, não pode ser descartado.
