Em discurso inflamado, o presidente critica o gasto global de US$ 2,7 trilhões em armamentos e atribui o escândalo do Banco Master à gestão Bolsonaro e ao ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto.
O evento serviu como uma demonstração de força política, unindo a pauta internacional humanitária com a estratégia eleitoral doméstica.
🔍 Os 3 Eixos do Discurso de Lula



- Crítica à Governança Global: Lula afirmou que os cinco membros do Conselho de Segurança (EUA, China, Rússia, Reino Unido e França) perderam a autoridade moral por serem os maiores produtores e vendedores de armas. “Quem paga o preço das guerras são os pobres”, disparou, questionando o desequilíbrio entre investimentos militares e gastos com educação e refugiados.
- Lançamento da Chapa 2026: O presidente confirmou que disputará a reeleição e expressou o desejo de manter Geraldo Alckmin como vice. Paralelamente, selou o destino de Fernando Haddad, que deixa o Ministério da Fazenda para tentar o Governo de São Paulo, consolidando a estratégia do PT para os dois maiores palanques do país.
- O Caso Banco Master: Lula reagiu às tentativas de vincular seu governo ao rombo de R$ 50 bilhões do Banco Master. Ele classificou a instituição como o “ovo da serpente” da gestão anterior, alegando que o reconhecimento do banco foi autorizado por Roberto Campos Neto em 2019, após ter sido negado por Ilan Goldfajn.
🏛️ O Embate pelo Banco Master: Entenda a Polêmica

O presidente foi enfático ao tentar blindar o PT das investigações sobre o que chamou de “golpe”:
- A Acusação: Lula sustenta que as “falcatruas” ocorreram sob a vigência de regras e fiscalizações estabelecidas na gestão Bolsonaro.
- A Investigação: Prometeu “não deixar pedra sobre pedra” na apuração do rombo, sinalizando que o governo usará o caso como munição política contra a oposição durante a campanha.
📍 Impacto em Pernambuco e Gravatá

As definições de São Bernardo do Campo ecoam diretamente no cenário político do Agreste:
- Alinhamento da Chapa: O palanque de João Campos em Pernambuco, com a confirmação de Lula e Alckmin, ganha o formato definitivo de apoio federal, consolidando a “Super Chapa” com Marília Arraes e Humberto Costa.
- Economia e Juros: Ao atacar a gestão anterior do Banco Central, Lula mantém a pressão sobre a autoridade monetária. Para o comerciante de Gravatá, isso sinaliza que o embate sobre a taxa Selic (atualmente em 15%) continuará sendo o centro da pauta econômica do governo.
- Preocupação com a Guerra: A cobrança de Lula na ONU reflete o medo do governo com a inflação. Se a guerra no Irã não for freada pela diplomacia, o preço do diesel na BR-232 continuará subindo, inviabilizando a recuperação econômica que o presidente prometeu para o ano eleitoral.
