O governo da Noruega anunciou um investimento robusto de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões) no Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), uma iniciativa brasileira proposta pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. O TFFF é uma das principais apostas do Brasil para a COP-30, em Belém.
O aporte norueguês superou as expectativas do governo brasileiro e se soma ao investimento da Indonésia, que confirmou US$ 1 bilhão, e do próprio Brasil, que colocou outros US$ 1 bilhão inicialmente. O otimismo brasileiro aumentou com o fato de dois países com grandes florestas tropicais (Brasil e Indonésia) terem aportado os primeiros recursos.
Detalhes do Fundo e Arrecadação

O objetivo do Brasil é levantar, no mínimo, US$ 25 bilhões com governos e entidades filantrópicas para que o mecanismo comece a funcionar.
- Meta da Presidência na COP: O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou que já foram levantados 50% dos US$ 10 bilhões que o Brasil espera conseguir até o fim de 2026.
- Alavancagem Esperada: O governo prevê que cada dólar de recurso público seja alavancado em cerca de US$ 4 de recursos privados.
- Aporte Norueguês: O valor será aportado ao longo de 10 anos, com a condição de que o fundo esteja capitalizado. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, que já foi o principal doador do Fundo Amazônia, destacou a importância de interromper o desmatamento para a estabilidade climática.
| País | Tipo de Contribuição | Valor (Aprox.) |
| Noruega | Investimento / Empréstimos | US$ 3 bilhões (R$ 16 bi) |
| Brasil | Investimento | US$ 1 bilhão |
| Indonésia | Investimento | US$ 1 bilhão |
| França | Sinalização de investimento | € 500 milhões |
| Portugal | Investimento | € 1 milhão (R$ 6,2 mi) |
| Holanda | Doação (para funcionamento) | € 6 milhões |
Quem Apoia e Quem Recusa

Apesar de 53 países terem endossado a declaração de apoio ao fundo, poucos confirmaram aportes.
- Apoio Institucional: O príncipe britânico William reconheceu a importância do TFFF, chamando-o de “passo visionário para valorizar a natureza”. A Alemanha também sinalizou que irá participar do fundo, embora ainda sem citar valores oficiais.
- Negativa Inicial: A ausência do Reino Unido na lista de investidores, que prometeu mobilizar o setor financeiro privado, desagradou o Brasil. O governo britânico justificou a negativa, por ora, devido ao foco em “crescimento interno e a elevação do padrão de vida”. A Finlândia também negou apoio financeiro imediato.
- Potenciais Investidores: O governo brasileiro ainda tem expectativa de aportes de países como Canadá e China nos próximos meses.
