Em sessão marcada por tumulto, xingamentos e reforço policial, oposição falha em abrir investigação; defesa alega “denúncia vazia” e “pirotecnia eleitoral”.
O pedido, protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), baseava-se na nomeação de Lucas Vieira para uma vaga de Procurador do Município reservada a Pessoas com Deficiência (PCD). A oposição alegava favorecimento indevido, enquanto o governo afirmou que o ato foi anulado assim que detectada a controvérsia, antes de gerar danos ao erário.
🗳️ O Placar da Votação

Para que o processo seguisse, era necessária apenas a maioria simples dos presentes, mas o governo mostrou coesão.
| Voto | Quantidade | Principais Nomes |
| Não (Contra o Impeachment) | 25 | Samuel Salazar (MDB), Romerinho Jatobá (PSB), Cida Pedrosa (PCdoB), Eriberto Rafael (PSB). |
| Sim (Pelo Impeachment) | 9 | Alcides Teixeira Neto (Avante), Alef Collins (PP), Fred Ferreira (PL), Gilson Machado Filho (PL), Thiago Medina (PL). |
| Abstenção | 1 | Jô Cavalcanti (PSOL). |
| Ausentes / Não votaram | 2 | Agora é Rubem (PSB) e Flávia de Nadegi (PV). |
💥 Tumulto e Polêmica nas Galerias

A sessão foi interrompida diversas vezes devido ao clima hostil entre os grupos nas galerias:
- “Mundiça”: O vereador George Bastos (Novo), suplente de Eduardo Moura, causou revolta ao ter um áudio vazado (e posteriormente reafirmado no microfone) chamando os apoiadores do prefeito de “mundiça”, alegando que seriam funcionários comissionados em horário de trabalho.
- Confronto Físico: Houve registro de agressões físicas e trocas de empurrões do lado de fora do plenário, exigindo a intervenção da Guarda Municipal e do GTO para separar os grupos pró e contra o prefeito.
- Retirada de Plenário: Os vereadores Agora é Rubem e Flávia de Nadegi, que recentemente migraram para a base da governadora Raquel Lyra, preferiram se retirar no momento da votação para não se indispor com o eleitorado.
🎙️ O que dizem os lados

- João Campos: Do interior de Minas Gerais, onde cumpria agenda partidária, o prefeito classificou os protestos como “naturais da democracia” e criticou a “violência política” e o ódio no debate público.
- Eduardo Moura (Oposição): Afirmou que a rejeição é uma injustiça e que o caso agora será levado adiante via judicialização, prometendo acionar o Ministério Público por improbidade administrativa.
