A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, de maioria republicana, derrotou nesta quarta-feira duas resoluções que buscavam limitar o poder do presidente Donald Trump de conduzir operações militares e hostilidades contra a Venezuela.
As votações ocorreram em um momento de alta tensão, logo após Trump ordenar um “bloqueio” naval a petroleiros sancionados e em meio a especulações sobre um possível ataque direto ao território venezuelano.
🗳️ As Resoluções Derrotadas

As propostas foram apresentadas por lideranças democratas e buscavam reafirmar a autoridade do Congresso sobre declarações de guerra e intervenções militares:
| Resolução | Autor | Objetivo Principal | Resultado |
| Poderes de Guerra (Geral) | Gregory Meeks (D-NY) | Retirar tropas de hostilidades contra organizações designadas como “terroristas” no Hemisfério Ocidental sem aval do Congresso. | Rejeitada (216 a 210) |
| Foco na Venezuela | Jim McGovern (D-MA) | Instruir a retirada imediata de forças dos EUA de qualquer hostilidade contra a Venezuela sem autorização legislativa. | Rejeitada (213 a 211) |
A votação seguiu rigorosamente as linhas partidárias, com apenas raros dissidentes em ambos os lados.
🚢 O Contexto da Escalada Militar

O governo Trump tem intensificado a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro, justificando as ações como parte do combate ao tráfico internacional de drogas.
- Operações no Caribe: Desde setembro, tropas dos EUA realizaram mais de 20 ataques contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico, resultando em mais de 80 mortes.
- Bloqueio Naval: Trump ordenou o cerco a petroleiros que entram e saem da Venezuela, visando asfixiar a economia do país sul-americano.
- Acusações de Narcotráfico: A Casa Branca afirma que Maduro desempenha um papel central no fornecimento de drogas que entram nos EUA. O presidente venezuelano nega qualquer envolvimento com o comércio ilícito.
A derrota das resoluções na Câmara dá ao governo Trump maior liberdade de ação para prosseguir com o cerco militar sem a necessidade de uma votação imediata no Congresso para autorizar o uso da força.
