Assinatura de Osmar Ricardo (PT) foi o 13º voto necessário para protocolar investigação; retaliação do Palácio do Capibaribe devolve petista à suplência em menos de 24 horas.
A manobra isola o setor do PT que tem se mostrado crítico à gestão, enquanto o prefeito reafirma o controle sobre sua base aliada em pleno ano eleitoral.
🔍 O Estopim: A “CPI do Procurador”

O pedido de CPI, encabeçado pelo vereador de oposição Thiago Medina (PL), visa investigar a polêmica nomeação do advogado Lucas Vieira Silva para uma vaga de procurador destinada a pessoas com deficiência.
- A Controvérsia: A nomeação gerou forte desgaste no final de 2025 e acabou sendo anulada pelo prefeito.
- O Voto Decisivo: Osmar Ricardo, que preside o PT no Recife, forneceu a assinatura de número 13, completando o quórum necessário para a abertura da comissão.
🔄 A Substituição Estratégica

Para neutralizar a “traição” na base, o prefeito acionou o retorno de Marco Aurélio Filho:
- Saída da Secretaria: Marco Aurélio entregou o cargo de Secretário de Direitos Humanos após uma conversa “franca” com João Campos.
- Continuidade na Gestão: Para não perder o controle da pasta, ele indicou seu ex-chefe de gabinete, Diogo Stanley, para assumir a secretaria executiva e tocar os projetos.
- Bloqueio na Câmara: Ao reassumir o mandato, Marco Aurélio anula a cadeira de Osmar Ricardo, retirando da oposição um voto articulador dentro da Casa de José Mariano.
⚖️ O Dilema da Federação (PT/PV/PCdoB)

A decisão de Osmar Ricardo expõe uma rachadura profunda na Federação Brasil da Esperança no Recife:
- PT Dividido: Parte do partido quer candidatura própria ou maior independência, enquanto a ala ligada a Humberto Costa e ao Palácio do Planalto defende a manutenção da aliança com o PSB.
- O Risco da Suplência: Fora do mandato, Osmar perde o palanque oficial da tribuna, dificultando sua mobilização para as eleições municipais que se aproximam.
📍 Impacto na Região Metropolitana e no Estado

O “recado” dado por João Campos ressoa em todo o estado, inclusive aqui no interior. Mostra um prefeito que não hesita em usar a caneta para manter a governabilidade. Para os políticos de Gravatá e cidades vizinhas que buscam apoio no Recife, a lição é clara: a fidelidade ao PSB será testada rigorosamente em 2026.
