🏟️ Polêmica no Alto do Cruzeiro: Mobiliário de Luxo ou Sobrepreço?

Redação Pernambuco Informa

Enquanto a prefeitura investiu quase R$ 190 mil em bancos, lixeiras e guarda-corpos, a tradicional escadaria do Cruzeiro permanece sem manutenção, evidenciando uma falha de prioridades na requalificação.

A obra, executada pela B&Q Construtora após a rescisão com a empreiteira anterior, custou um total de R$ 775 mil, mas os detalhes do faturamento levantam dúvidas sobre a razoabilidade dos valores praticados.

💰 O “Raio-X” dos Gastos com Mobiliário

Apenas quatro itens somam R$ 188.207,23, um valor considerado exorbitante para uma intervenção de baixa complexidade:

Item de MobiliárioValor Pago (R$)Observação
Bancos de Alvenaria/MadeiraR$ 80.469,18O item mais caro da lista de mobiliário.
Guarda-corpos de FerroR$ 54.924,72Essencial para segurança, mas com valor questionado.
Bancos de MetalR$ 32.143,04Somados aos de alvenaria, o gasto com assentos passa de R$ 112 mil.
Lixeiras de FerroR$ 20.670,29Valor elevado para recipientes de descarte de resíduos.

🔍 Pontos Críticos da Reforma (Contrato 458/2025)

  1. A “Escadaria do Esquecimento”: A requalificação, vendida como “completa”, ignorou a recuperação da escadaria principal. Turistas e fiéis continuam enfrentando degraus irregulares e falta de pintura, o que gera um contraste visual negativo com os novos bancos de R$ 80 mil.
  2. Troca de Construtoras: A rescisão com a Construtora Rio Branco e a contratação da B&Q via Pregão 007/2025 é um processo que costuma encarecer obras públicas devido a paralisações e novos levantamentos de custos.
  3. Economicidade sob Suspeita: Em um cenário onde bairros periféricos de Gravatá sofrem com falta de saneamento e pavimentação, o gasto de R$ 20 mil em lixeiras e R$ 112 mil em bancos soa, para muitos, como uma afronta à gestão responsável dos recursos.

🏛️ O Papel do Tribunal de Contas (TCE-PE)

Os dados já constam no sistema do Tribunal de Contas. Na prática, isso significa que:

  • A prestação de contas será auditada para verificar se os materiais instalados condizem com as especificações técnicas e preços de mercado.
  • Caso seja comprovado o superfaturamento, os gestores podem responder por improbidade administrativa e serem obrigados a ressarcir o erário.
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