Investigação utilizou software francês para derrubar álibi de suspeito que viajou aos EUA após o crime; adultos foram indiciados por coação.
A força-tarefa analisou mais de mil horas de imagens e contou com perícia digital avançada para conectar os fatos ocorridos na madrugada de 4 de janeiro de 2026.
🔬 Tecnologia e Provas

O ponto de virada na investigação foi o uso do software Mercure V4.2 (da empresa francesa Ockham Solutions):
- Geolocalização: O programa provou que o principal suspeito estava no local exato das agressões, contradizendo seu depoimento de que teria ficado na piscina do condomínio.
- Cronologia: Imagens mostraram o jovem saindo às 5h25 e retornando às 5h58, período exato do ataque. Roupas apreendidas no aeroporto após sua volta dos EUA também foram periciadas.
⚖️ Os Responsabilizados

O inquérito dividiu os envolvidos em diferentes núcleos criminais:
| Envolvidos | Status Legal | Crime/Ato Infracional |
| 1 Adolescente | Pedido de Internação | Ato análogo a maus-tratos com morte (Caso Orelha). |
| 3 Adultos | Indiciados | Coação no curso do processo (pais e tio de suspeitos). |
| 4 Adolescentes | Investigados | Tentativa de afogamento (Caso Caramelo). |
O Caso Caramelo: A investigação revelou um segundo ataque na mesma região. O cão Caramelo foi levado ao mar para ser afogado, mas conseguiu escapar. Felizmente, Caramelo sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel.
🛡️ Obstrução da Justiça

A polícia foi enfática ao indiciar dois empresários e um advogado (familiares dos jovens). Eles teriam tentado esconder provas (como um boné usado no crime) e coagir testemunhas. A viagem do principal suspeito para a Disney (EUA) no dia em que a polícia iniciou as buscas também foi vista como uma tentativa de evitar a apuração inicial.
