Governadora explica que mudança estratégica no projeto da Adutora do Agreste permitiu “destravar” a obra; meta é eliminar o racionamento no centro da cidade.
A chegada da água é fruto de uma reengenharia do Governo do Estado junto ao Governo Federal. Em vez de esperar uma megaestação de tratamento centralizada em Pesqueira — que levaria anos para ser concluída —, o Estado optou por estações de tratamento compactas, permitindo entregas modulares “cidade por cidade”.
🛠️ Como o projeto foi “destravado”?

Raquel Lyra detalhou os bastidores da decisão técnica:
- Mudança de Lógica: A estratégia anterior represava a água em grandes obras inacabadas. A nova gestão focou em levar o benefício imediato às residências.
- Agilidade Regional: Cidades como Caruaru e Bezerros já sentem os efeitos dessa mudança, e agora Gravatá entra na rota final da Adutora.
- Infraestrutura Local: A governadora lembrou sua trajetória como deputada, quando já acompanhava a fabricação dos tubos no Rio de Janeiro, lamentando que o projeto tenha ficado “parado” por tanto tempo por falta de decisão política.
🚿 Dignidade e o Fim do Racionamento

Em um dos momentos mais aplaudidos do evento, Raquel usou uma frase que virou marca de sua gestão sobre saneamento:
“Não vamos descansar enquanto nosso povo não puder tomar banho de pé, com água caindo do chuveiro.”
O objetivo é que, com a chegada da água do Velho Chico, o centro de Gravatá e bairros periféricos reduzam drasticamente os dias de torneira seca, impactando diretamente na economia local, especialmente no turismo e no setor de serviços.
📈 O Impacto Político da Água

Para o prefeito Padre Joselito e a secretária Viviane Facundes, o anúncio é o “trunfo de ouro” para a campanha de 2026. Entregar água é, historicamente em Pernambuco, o maior cabo eleitoral que um gestor pode ter. Ao associar a imagem de Viviane a essa conquista, o grupo busca consolidar sua votação no interior.
