📊 O Tabuleiro das Pesquisas: Recuperação ou Miragem?

Redação Pernambuco Informa

Diferente do cenário de “rastejamento” mencionado, os levantamentos divulgados nesta semana (fevereiro de 2026) mostram uma Raquel Lyra em franca recuperação:

  • Aprovação em Alta: Segundo o Datafolha (06/02/2026), a aprovação do governo Raquel saltou para 61%. No interior, esse índice chega a impressionantes 68%, impulsionado por entregas de obras hídricas e estradas.
  • Redução da Distância: Na disputa direta para o Governo do Estado, João Campos (PSB) ainda lidera com 47%, mas Raquel encurtou a distância para 35% (uma diferença de 12 pontos, bem menor que os 20 ou 30 pontos registrados no ano passado).
  • Liderança na Espontânea: Surpreendentemente, no cenário espontâneo (onde o eleitor fala o nome sem ver a lista), Raquel já aparece à frente de João Campos (24% a 18%), o que indica uma forte lembrança de gestão.

♟️ O “Escanteio” de Aliados: A Realidade dos Rompimentos

A estratégia da governadora tem sido substituir lideranças individuais por partidos de peso.

📉 O Caso Gravatá: Padre Joselito vs. Joaquim Neto

A situação em Gravatá é o exemplo mais nítido dessa “Real política”:

  • Joaquim Neto (PSDB): Foi o pilar de Raquel na cidade, mas viu a governadora “abrir o tapete vermelho” para a filiação do seu rival, o prefeito Padre Joselito, ao PSD.
  • O Motivo: Raquel priorizou a máquina municipal (prefeitura) e os 32 mil votos de Joselito em detrimento da lealdade histórica de Joaquim. Para ela, Joselito no PSD garante um palanque mais robusto para sua reeleição no Agreste.

🌵 O Sertão e Miguel Coelho

Miguel Coelho tem sido uma das vozes mais críticas, afirmando que Pernambuco “parou” em indicadores de emprego. Embora tenha sido decisivo em 2022, o grupo de Petrolina se sente isolado. Raquel, por sua vez, tem tentado dialogar diretamente com prefeitos do Sertão, ignorando os intermediários (como os Coelho), em uma tentativa de minar lideranças regionais fortes que possam lhe fazer oposição.

⚖️ Pontos de Tensão e Estratégia

Desafio CríticoA Aposta de Raquel para a Virada
Isolamento PolíticoMigração para o PSD (maior partido do Brasil) e alinhamento tático com o governo Lula.
Crítica de CentralizaçãoFocar na entrega direta de serviços (como as castrações e o Gás do Povo) para falar com o eleitor sem precisar do “coronel” local.
O “Fenômeno” João CamposTentar nacionalizar a disputa, colando João Campos ao passado do PSB e se apresentando como a “gestora técnica” que arrumou a casa.

Conclusão: O Risco de “Governar de Portas Fechadas”

A crítica de que Raquel Lyra “traiu” quem a elegeu é o principal combustível da oposição. Se ela vencer em outubro, terá provado que o “novo jeito de fazer política” (focado em siglas e entregas diretas) funciona. Se perder, será o exemplo clássico de que, em Pernambuco, gestão sem política não sobrevive.

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