O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone na semana passada com o ditador venezuelano Nicolás Maduro, discutindo um possível encontro entre os dois líderes. A conversa ocorreu no final da semana, poucos dias antes de o Departamento de Estado classificar o Cartel de los Soles, liderado por Maduro, como uma organização terrorista estrangeira.
Tópicos da Conversa e Contexto de Tensão

A ligação telefônica, que contou com a participação do Secretário de Estado Marco Rubio, é notável por ocorrer em um momento de máxima tensão e ações agressivas por parte dos EUA contra o regime venezuelano:
- Possível Encontro: A discussão sobre um potencial encontro entre Trump e Maduro nos Estados Unidos ocorreu, mas no momento, não há planos concretos para tal reunião.
- Contradição Diplomática: A conversa direta contrasta com a postura oficial do governo Trump, que estabeleceu uma presença militar relevante no Caribe visando deter o tráfico de drogas e deixou claro o desejo de depor Maduro, possivelmente pela força.
- Ações Agressivas: Os EUA têm utilizado ataques com mísseis para bombardear embarcações venezuelanas suspeitas de tráfico de drogas, além de enviar um grupo de porta-aviões, realizar sobrevoos de bombardeiros e elaborar planos de ação secretos.
🛢️ Fim das Negociações Anteriores

A ligação ocorre após tentativas anteriores de negociação terem falhado:
- Em outubro, Maduro teria oferecido aos EUA uma participação significativa nos campos de petróleo do país e outras oportunidades para empresas americanas em troca de amenizar as tensões.
- No entanto, as autoridades americanas interromperam as negociações no início do mês passado, uma vez que o ditador buscou permanecer no poder.
⚠️ Ameaças de Ação Terrestre

O histórico de Trump de alternar entre negociações e ameaças de uso da força foi reforçado na noite do Dia de Ação de Graças.
- Acompanhado por líderes militares, Trump afirmou que os esforços para deter os narcotraficantes em breve passariam a incluir operações terrestres.
- O governo estuda uma série de opções para a Venezuela, incluindo a tomada dos campos de petróleo do país.
A ligação direta com Maduro pode indicar o início de uma tentativa de criar uma saída para o crescente uso da força, embora o governo pareça determinado a alcançar a saída do ditador do cargo.
