📬 Haddad: Apoio aos Correios Depende de Plano de Recuperação Aprovado

Redação Pernambuco Informa

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (4) que o governo federal só irá fornecer aporte, empréstimo, ou aval aos Correios após a aprovação de um plano de recuperação da estatal. Segundo o ministro, a liberação de recursos não ocorrerá sem contrapartidas claras e adesão às normas fiscais.

Exigência do Tesouro e Crise de Caixa

A declaração de Haddad ocorre após o Tesouro Nacional ter negado recentemente um pedido de empréstimo bilionário dos Correios, que buscavam R$ 20 bilhões para reforçar o caixa.

  • Condição do Governo: A operação de crédito, fechada inicialmente com um consórcio de bancos (Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, Safra e ABC Brasil), previa juros de 136% do CDI. O Tesouro sinalizou aval apenas com uma taxa menor, perto de 120% do CDI.
  • Prejuízo e Urgência: A empresa, que acumula R$ 6 bilhões de prejuízo até setembro, trata o crédito como “tábua de salvação”. O custo original anual, com a Selic a 15%, poderia chegar a 20,4%, sendo reduzido para cerca de 18% com a taxa desejada pelo governo.
  • Necessidade Imediata: A estatal precisa de pelo menos R$ 10 bilhões ainda em dezembro de 2025 para fechar as contas do ano.

🛡️ Ajuste Preventivo na LDO

Para garantir margem de manobra sem pressionar o orçamento do próximo ano, a equipe econômica solicitou um ajuste na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.

  • O relator Gervásio Maia (PSB-PB) retirou R$ 10 bilhões da meta fiscal de 2025, abrindo espaço legal caso o governo precise intervir.
  • Haddad reforçou que essa reserva na LDO é preventiva e não constitui uma autorização de gasto automático, mas é necessária para que uma intervenção seja legalmente possível, se o plano dos Correios for aprovado.
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