Pesquisa revela que Nordeste é a região com maior índice de confiança (59%); descrença é maior entre eleitores de oposição e atinge 48% nas regiões Sul e Centro-Oeste.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas e destaca como a visão sobre a tecnologia de votação está diretamente ligada ao voto dado em 2022, evidenciando o desafio do TSE em unificar a narrativa de segurança.
📊 O Mapa da Confiança por Região

A percepção muda drasticamente dependendo de onde o brasileiro vive:
| Região | Confia nas Urnas | Não Confia | Situação |
| Nordeste | 59% | 37% | Maior confiança do país |
| Sudeste | 54% | 42% | Maioria sólida |
| Sul | 48% | 48% | Empate exato |
| Centro-Oeste | 48% | 48% | Empate exato |
🔍 O Filtro Político e a Renda

O fator que mais influencia a resposta é a preferência partidária. A pesquisa mostra uma correlação quase direta entre o candidato escolhido e a crença no sistema:
- Eleitores de Lula: 75% acreditam na segurança das urnas.
- Eleitores de Bolsonaro: Apenas 26% confiam no sistema, enquanto 69% discordam de sua confiabilidade.
- Renda: Curiosamente, a confiança é maior entre os que ganham até dois salários mínimos (55%) e oscila levemente para 52% nas faixas de renda superior.
👥 Jovens e Idosos: Quem confia mais?

A faixa etária mais otimista com a tecnologia eleitoral é a de 16 a 34 anos (57%), seguida pelos idosos com 60 anos ou mais (53%). O grupo intermediário (35 a 59 anos) é o que demonstra maior ceticismo, com um índice de confiança de apenas 50%.
🏛️ Impacto para as Eleições de 2026

Estes números são cruciais para o planejamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito de outubro:
- Combate à Desinformação: A margem de 43% de desconfiança indica que as campanhas de esclarecimento técnico precisam ser intensificadas, especialmente no Sul e Centro-Oeste.
- Narrativa Política: Os dados alimentam os discursos tanto da situação, que defende a lisura do processo, quanto da oposição, que utiliza a desconfiança de sua base como plataforma de mobilização.
