O ex-secretário de Saúde de Gravatá, Anderson Torreão, foi preso na manhã desta quarta-feira (19) durante a nova etapa da Operação Alvitre. A operação, coordenada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), investiga o desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares de vereadores da Câmara Municipal de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife.
Envolvimento e Cargo em Gravatá

- ONG e Vínculo: Torreão é um dos sócios da ONG Transusformar, uma das entidades que, segundo o MPPE, teria sido utilizada para justificar repasses investigados no esquema.
- Secretaria de Saúde: Ele havia sido nomeado Secretário de Saúde de Gravatá pelo prefeito Joselito Gomes (Avante) em 6 de junho de 2025, mas solicitou exoneração apenas 26 dias depois, alegando “motivos pessoais que resultam em incompatibilidade de agenda”. Sua saída foi oficializada em 3 de julho.
A Nova Fase da Operação Alvitre

A ação policial na quarta-feira (19) é uma continuidade das detenções iniciadas na terça-feira (18), que já haviam prendido o presidente e o vice-presidente da Câmara Municipal de Ipojuca, Flávio do Cartório (PSD) e Professor Eduardo (PSD).
- Outra Prisão: Além de Torreão, foi preso Severino Joaquim da Silva, presidente da Associação Filhos de Ipojuca, outra entidade supostamente usada para repasses irregulares.
- Mobilização: A operação cumpre 19 mandados de busca e apreensão e mobiliza 70 policiais civis, 35 policiais militares, 12 promotores de Justiça e 29 servidores do MPPE.
O Esquema de Desvio

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) afirma que o esquema consistia na:
- Destinação de Emendas: Vereadores destinavam emendas a organizações não governamentais (ONGs).
- Simulação de Projetos: As ONGs, incluindo a Transusformar e a Associação Filhos de Ipojuca, simulavam a execução de projetos sociais, sem que as atividades fossem de fato realizadas.
- Retorno de Valores: Parte dos recursos retornava aos envolvidos através de pagamentos fictícios e contratos manipulados, com indícios de superfaturamento e prestação de contas inconsistente.
A investigação permanece em andamento.
