🛡️ O “Não” de João Campos: PSB Blinda Alckmin na Vice de Lula para 2026

Redação Pernambuco Informa

Presidente do PSB descarta candidatura de Alckmin ao Governo de São Paulo e reforça lealdade da chapa presidencial durante aniversário do PT na Bahia.

João Campos destacou que Alckmin não é apenas um nome na chapa, mas um “fiador da estabilidade”, citando sua atuação decisiva em momentos de crise, como os debates sobre tarifas e a interlocução com o setor produtivo.

♟️ Os Motivos da Resistência do PSB

A recusa de João Campos em “ceder” Alckmin para a disputa paulista baseia-se em três pilares estratégicos:

  1. Estabilidade Nacional: O PSB entende que a presença de Alckmin na vice equilibra a chapa Lula, atraindo o centro e o mercado, algo vital para uma eleição que o próprio Lula classificou no evento como “uma guerra”.
  2. Preservação do Ativo: Alckmin, aos 73 anos, já governou São Paulo por quatro mandatos. O partido avalia que uma derrota para Tarcísio seria um encerramento de carreira indesejado para o atual vice-presidente.
  3. Protagonismo Partidário: Manter a vice-presidência garante ao PSB uma vitrine nacional e o comando de ministérios estratégicos (como o da Indústria e Comércio), o que fortalece a legenda para ampliar sua bancada federal.

🏗️ O Cenário em São Paulo sem Alckmin

Com o PSB fechando as portas para a saída de Alckmin, o campo da esquerda e centro-esquerda em SP volta à estaca zero:

  • Fernando Haddad (PT): Continua sendo o nome preferido de Lula, mas o ministro da Fazenda prefere manter o foco na economia.
  • Márcio França (PSB): Surge como alternativa natural do PSB para o estado, caso o partido decida lançar candidatura própria.
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): Consolida-se como o alvo a ser batido, liderando as pesquisas de intenção de voto para a reeleição.

🏛️ Salvador: O Palco da Unidade

Apesar da divergência sobre São Paulo, o clima em Salvador foi de festa. Lula elogiou a “sorte” de ter Alckmin como vice, comparando-o a José Alencar. O gesto de Alckmin, que usou meias vermelhas e fez o sinal de “L” no palco, selou simbolicamente sua integração total ao projeto petista, mesmo que seu partido (PSB) mantenha a autonomia sobre as decisões táticas.

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