João Campos reforça desejo do PSB pela manutenção da chapa, mas delega a decisão ao próprio Alckmin; conversas também avançam sobre o palanque em Pernambuco.
O encontro sinaliza que o PSB não aceitará ser “escanteado” da chapa presidencial sem uma conversa de alto nível, enquanto negocia apoios cruciais nos estados, incluindo o projeto pessoal de João Campos rumo ao Palácio do Campo das Princesas.
♟️ Os Pontos-Chave da Reunião no Planalto

- A Autonomia de Alckmin: João Campos foi enfático ao dizer que não será o “atravessador” do destino de Geraldo Alckmin. Isso tira o peso partidário da decisão e coloca a escolha no campo da lealdade pessoal construída entre o presidente e seu vice nos últimos três anos.
- A “Moeda de Troca” nos Estados: PSB e PT negociam alianças em 15 estados. O objetivo é evitar o “fogo amigo” que prejudicou a esquerda em eleições passadas.
- Foco em Pernambuco: Para João Campos, a aliança com o PT é vital para sua candidatura ao Governo de Pernambuco. O petismo no estado ainda está dividido, e a permanência de Alckmin na vice federal pode ser o “trunfo” que Campos precisa para garantir o apoio integral do PT à sua chapa contra a reeleição de Raquel Lyra.
⚖️ Por que a decisão é tão complexa?


Existem dois cenários que Lula e Alckmin estão pesando:
| Cenário A: Manutenção | Cenário B: Substituição |
| Prós: Estabilidade com o mercado e o agronegócio; sinal de união nacional. | Prós: Possibilidade de atrair um novo aliado (como o MDB ou PSD) para ampliar a base. |
| Contras: Pressão da base do PT que deseja uma vice “mais à esquerda”. | Contras: Risco de o PSB se sentir desprestigiado e lançar candidatura própria. |
🏛️ O Xadrez Pernambucano

A fala de João Campos em Brasília tem um eco direto aqui no estado. Ao se colocar como o presidente nacional do PSB que negocia com Lula, ele eleva sua estatura política. Se ele conseguir amarrar o apoio do PT em Pernambuco agora, entra na disputa de 2026 com uma frente ampla muito mais robusta que seus adversários.
