Senador envia ofício com seis questionamentos a Andrei Passos após a saída do chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, responsável por mirar filho de Lula.
🔍 O Alvo da Investigação

O inquérito apura o escândalo dos descontos associativos fraudulentos, onde sindicatos e associações supostamente fantasmas ou irregulares estariam “tungando” valores diretamente da folha de pagamento de aposentados do INSS sem autorização.
O delegado afastado, Guilherme Figueiredo Silva, era o chefe da divisão e o responsável por pedir a abertura de linhas de investigação que miravam as empresas e articulações de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.
📋 As 6 Perguntas de Carlos Viana à PF

No documento enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, o senador exige respostas claras para afastar suspeitas de interferência política:
- Qual foi a motivação oficial para afastar o delegado?
- Quem determinou a mudança e em qual data ela foi formalizada?
- Qual o estágio atual das investigações sobre o INSS?
- As provas produzidas, diligências e a equipe original foram integralmente preservadas?
- O STF foi comunicado previamente sobre a substituição do chefe do caso?
- A troca foi um ato administrativo de rotina ou decorreu de algum fato novo no processo?
“O Brasil espera que todas as apurações avancem com independência, autonomia e absoluta imparcialidade”, cobrou o parlamentar.
🏛️ Repercussão no STF

A gravidade da substituição fez com que o ministro do STF, André Mendonça, convocasse a equipe da Polícia Federal para uma reunião de esclarecimento na mesma sexta-feira. Como a investigação corre sob a supervisão do Supremo devido ao envolvimento de pessoas com foro ou sensibilidade política, o Judiciário quer garantir que o andamento do caso não seja prejudicado ou blindado.
Até o momento, o comando da PF não emitiu nota explicando se o delegado Guilherme Figueiredo pediu para sair por motivos pessoais ou se foi uma decisão hierárquica “de cima para baixo”.
📍 Reflexos em Gravatá: O bolso dos aposentados em jogo

Para a população de Gravatá, o caso vai muito além das disputas políticas na capital federal. O impacto é social e financeiro:
- Proteção aos Idosos: Gravatá possui uma grande fatia de moradores aposentados e pensionistas. O escândalo dos descontos do INSS é um tema recorrente nas agências bancárias locais e nas conversas de praça, onde muitos idosos relatam o aparecimento de cobranças de R$ 30, R$ 50 ou R$ 80 de associações que eles nunca ouviram falar.
- Exigência de Transparência: A troca do delegado gera desconfiança sobre se a justiça será feita para reaver o dinheiro desviado dos aposentados. Nas redes sociais e rádios locais, lideranças cobram que a PF mantenha a independência.
- Impacto Político Local: Em ano eleitoral, debates sobre integridade das instituições ganham força. Os palanques locais que defendem o governo federal ou a oposição usam o caso para inflamar o discurso sobre combate à corrupção.
📋 Raio-X da Mudança no Inquérito

| Personagem | Função / Situação |
| Del. Guilherme Figueiredo | Afastado da chefia da Divisão de Crimes Previdenciários da PF. |
| Senador Carlos Viana | Cobrou explicações oficiais através de ofício administrativo. |
| Ministro André Mendonça | Reuniu-se com a PF para garantir a lisura do processo. |
| Fábio Luís Lula da Silva | Um dos investigados no escândalo de descontos do INSS. |
