Loja Casa do Celular em Gravatá é alvo de reclamação após suposto engano em venda e deboche a cliente

Redação Pernambuco Informa

Uma polêmica envolvendo a loja Casa do Celular, localizada no município de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, ganhou repercussão após um cliente denunciar ter sido induzido ao erro durante a compra de um smartphone. O caso, que envolve alegações de propaganda enganosa e constrangimento, levanta debates sobre os direitos do consumidor.

De acordo com o relato do comprador, ele compareceu ao estabelecimento com o objetivo de adquirir um modelo específico de smartphone. No entanto, um dos vendedores teria insistido para que ele levasse outro aparelho, assegurando que a opção sugerida pertencia à renomada linha Xiaomi e que possuía desempenho superior ao procurado.

Cliente alega ter recebido produto de marca desconhecida e sistema desatualizado

O problema tomou proporções maiores quando o consumidor chegou em casa e abriu a embalagem do produto, que estava lacrada. Ao ligar o dispositivo, ele constatou que o celular não era da marca Xiaomi, mas sim de uma fabricante pouco conhecida no mercado nacional.

Além da divergência de marcas, o cliente apontou que o sistema operacional do aparelho — embora o produto fosse totalmente novo — apresentava uma versão antiga e defasada, comprometendo o custo-benefício e a modernidade prometida no momento da abordagem comercial.

Indignação e denúncia de constrangimento no atendimento

Sentindo-se lesado, o consumidor retornou à unidade da Casa do Celular em Gravatá para exigir esclarecimentos. Na ocasião, ele decidiu registrar o atendimento por meio de uma gravação de vídeo em seu aparelho celular.

O que diz a lei: Perante a legislação brasileira, o consumidor tem o direito de registrar imagens e relatar publicamente sua experiência comercial como forma de resguardar seus direitos, desde que o ato ocorra sem excessos, injúrias ou ofensas pessoais.

Contudo, a tentativa de diálogo gerou novos atritos. Segundo o cliente, funcionárias do estabelecimento teriam reagido à reclamação com risos e deboche. As imagens gravadas pelo consumidor registraram indícios da conduta, configurando um possível cenário de humilhação pública e constrangimento.

Implicações jurídicas e recorrência de reclamações em Gravatá

Especialistas em direito do consumidor alertam que, caso o comportamento inadequado e a indução ao erro fiquem comprovados judicialmente, o episódio pode ter desdobramentos severos na esfera cível.

Possíveis consequências legais:

  • Danos Morais: As funcionárias envolvidas podem responder civilmente por danos morais devido ao suposto constrangimento gerado.
  • Sanções Administrativas e Financeiras: A empresa pode sofrer penalidades previstas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), que incluem multas e obrigatoriedade de ressarcimento.
  • Responsabilidade Trabalhista: O ambiente e a conduta interna também podem ser avaliados sob a ótica do cumprimento de normas de atendimento.

Informações recebidas apontam que o episódio pode não ser um fato isolado na cidade. Outros relatos de consumidores que afirmam terem sido prejudicados em transações comerciais semelhantes na mesma localidade, ligando o alerta para a fiscalização dos órgãos de proteção ao consumidor, como o Procon, na região.

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