Atendimento pré-hospitalar foi decisivo para sobrevivência de jovem atacada por tubarão no Recife

Redação Pernambuco Informa

Os primeiros socorros prestados à jovem Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foram classificados como “fundamentais” para que ela chegasse com vida ao hospital após ser vítima de um ataque de tubarão na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A análise é do médico e diretor-geral do Hospital da Restauração (HR), Petrus Andrade Lima, unidade de saúde para onde a paciente foi transferida em estado crítico.

Marcela sofreu graves lesões na região da coxa e precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência de alta complexidade. Após a conclusão do procedimento cirúrgico para a regularização dos ferimentos, a paciente tem previsão de transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Choque hemorrágico e parada cardiorrespiratória

De acordo com o boletim médico, o estado de saúde da jovem ao dar entrada na rede hospitalar era considerado grave. O ataque resultou em um quadro severo de choque hemorrágico — uma condição médica crítica decorrente da perda massiva e rápida de sangue, que impede a oxigenação adequada dos órgãos vitais.

Fluxo do atendimento de emergência:

  • Socorro na faixa de areia: Realizado por guardas-vidas do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar).
  • Primeira parada hospitalar: Encaminhamento imediato ao Hospital Alfa, na Zona Sul, onde a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser intubada e estabilizada.
  • Transferência para o HR: Envio direto para o bloco cirúrgico do Hospital da Restauração, já sob sedação profunda e ventilação mecânica.

“Sem dúvida, os primeiros socorros realizados ainda na praia foram fundamentais para a sobrevivência dela. A equipe de atendimento pré-hospitalar e os profissionais do Hospital Alfa agiram rápido no procedimento de intubação. Ela chegou ao HR já intubada, sedada e sem consciência”, detalhou o diretor Petrus Andrade Lima.

Detalhes do incidente em Boa Viagem

Marcela Vitória, que reside no município de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, aproveitava o dia na praia acompanhada de seu primo quando o incidente ocorreu. O resgate na beira do mar mobilizou banhistas e equipes de salvamento aquático, que atuaram no estancamento inicial da hemorragia antes da chegada das ambulâncias.

O Corpo de Bombeiros reforça que o atendimento rápido em casos de traumas por animais marinhos de grande porte é o principal fator de redução da mortalidade, uma vez que o controle do sangramento nos primeiros minutos impede a evolução para a falência circulatória generalizada.

Compartilhe esse artigo