Uma demonstração de força conjunta acendeu o sinal de alerta na geopolítica mundial. A Marinha da China realizou, nesta segunda-feira (6), o teste de um míssil balístico de longo alcance lançado de um submarino nuclear no Pacífico Sul. O movimento, que transportava uma ogiva simulada segundo a agência oficial Xinhua, provocou protestos imediatos e forte preocupação entre os países da região.
O disparo coincidiu com o início dos exercícios militares conjuntos entre China e Rússia, parte do plano anual de cooperação entre as duas potências. As manobras estão concentradas na região de Qingdao, abrangendo tanto o espaço marítimo quanto o aéreo circundante. A frota naval russa desembarcou no porto chinês no domingo (5) para iniciar as operações.
‘Resposta Conjunta’: O argumento de Pequim e Moscou


De acordo com o Ministério da Defesa da China, o treinamento foi batizado de “Resposta Conjunta às Ameaças à Segurança Marítima”. O objetivo oficial divulgado pelas nações é estreitar a colaboração militar para “enfrentar desafios de segurança e salvaguardar a paz e a estabilidade regional”.
Além das simulações estáticas, o plano estratégico prevê que tropas de ambos os lados realizem patrulhas marítimas conjuntas em áreas estratégicas do Oceano Pacífico, o que deve manter elevados os níveis de vigilância de potências ocidentais e aliados locais, como os Estados Unidos e o Japão.
Força mobilizada: Os navios que participam da operação


O arsenal e as tripulações enviadas para a região de Qingdao impressionam pelo poder de fogo. Confira os principais ativos mobilizados:
| País | Embarcações e Forças Mobilizadas |
| Rússia | Cruzador de mísseis guiados Varyag, fragata Rinchen, submarino Ufa e o navio de resgate Igor Belousov. |
| China | Marinha do Comando do Norte, destróieres Kaifeng e Anshan, fragata Wuhu, navio de abastecimento Kekexilihu, navio de resgate de submarinos Yangchenghu e um submarino não especificado. |
