O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou nesta quinta-feira (16) que a estratégia do governo brasileiro diante da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos será pautada pela diplomacia e pela aplicação de mecanismos legais de defesa comercial.
Alckmin enfatizou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a manutenção de canais abertos de negociação com a administração de Donald Trump, buscando mitigar os impactos da tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros após uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
A estratégia brasileira: Negociação e reciprocidade

Durante coletiva de imprensa realizada na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em Brasília, Alckmin rechaçou o termo “retaliação” para classificar as possíveis medidas que o Brasil adotará:
“Desde o início, o presidente Lula orientou o diálogo. Sempre foi o diálogo. E o diálogo é permanente. O diálogo é sempre. O Brasil está sempre aberto ao diálogo”, pontuou o vice-presidente.
Alckmin argumentou que eventuais reações do governo federal serão amparadas pela Lei de Reciprocidade, aprovada de forma unânime pelo Congresso Nacional em 2025.
- Instrumento de defesa: A lei é descrita como um mecanismo legal e institucional para salvaguardar os interesses econômicos nacionais, e não como uma provocação diplomática;
- Análise de aplicação: Caberá ao governo brasileiro avaliar o momento técnico e a formatação mais adequada para acionar o dispositivo jurídico de reciprocidade comercial.
Mobilização do primeiro escalão


A relevância do tema mobilizou a alta cúpula econômica e diplomática do país. Além de Alckmin, participaram da coletiva de imprensa autoridades estratégicas:
- Mauro Vieira (Ministro das Relações Exteriores);
- Dario Durigan (Ministro da Fazenda);
- Gabriel Galípolo (Presidente do Banco Central);
- Márcio Elias Rosa (Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio);
- João Paulo Capobianco (Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima).
O grupo reforçou que a prioridade imediata é manter as negociações técnicas para tentar reverter ou flexibilizar as barreiras alfandegárias norte-americanas, protegendo a competitividade da indústria e do agronegócio nacional.
