A imposição de uma tarifa de 25% pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras acirrou os ânimos na política nacional. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), usou suas redes sociais para criticar duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o atual mandatário “não está em condições” de governar o país.
A reação do parlamentar ocorreu após declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que acusou o governo brasileiro de não negociar um acordo comercial “de boa-fé”.
Críticas da oposição e comparação com Joe Biden

Em suas publicações, Flávio Bolsonaro adotou um tom incisivo de oposição, associando o atual cenário de desgaste comercial a uma suposta falta de liderança no Palácio do Planalto:
“Lula já não está em condições de ser o presidente do Brasil. Estamos em um avião sem piloto”, escreveu o senador, que ainda apelidou o petista de “o Biden brasileiro”, em alusão ao ex-presidente dos EUA.
O pré-candidato completou afirmando que o governo atual representa “atraso, incerteza, desconfiança e incompetência”, argumentando que o país perde competitividade internacional devido à condução da política externa.
Os argumentos de Washington

A justificativa de Flávio Bolsonaro alinha-se ao posicionamento externado pelo secretário de Estado dos EUA. Segundo Marco Rubio, a decisão da gestão de Donald Trump de aplicar as barreiras alfandegárias foi motivada por uma suposta intransigência da diplomacia brasileira.
- Acusação de “má-fé”: Rubio declarou que Lula e seu gabinete colocaram “o ego à frente da busca por um acordo”;
- Impacto econômico: O secretário norte-americano classificou as políticas econômicas de Brasília como “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”.
A contraofensiva do governo brasileiro

Por outro lado, o Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores rechaçam veementemente a narrativa de Washington.
Em nota oficial, o governo brasileiro declarou que:
- Inexistência de justificativa: Não há base técnica que sustente a aplicação das sobretaxas de 25%;
- Unilateralismo: A medida adotada pelos EUA é considerada “unilateral” e fere as diretrizes e “normas multilaterais de comércio” preconizadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
