A Prefeitura de Gravatá firmou o Contrato nº 119/2025 com a empresa AFT Consultoria e Contabilidade Pública LTDA, no valor de R$ 22 mil mensais, totalizando R$ 264 mil por ano. A contratação foi realizada por inexigibilidade de licitação, modalidade usada apenas quando o serviço é considerado técnico de natureza singular ou prestado por profissional de notória especialização. No entanto, há indícios de irregularidades, já que o serviço não parece exclusivo a ponto de justificar essa forma de contratação direta.
Outro ponto preocupante é o vínculo da empresa com Anderson Ferreira Torres, sócio da AFT e filho de Gilvan Torres, assessor especial da primeira-dama Viviane Facundes e servidor comissionado da prefeitura. A Lei nº 14.133/2021, em seu artigo 9º, veda a contratação de empresas cujos proprietários tenham parentesco até o terceiro grau com servidores do órgão contratante. Portanto, há indícios de ilegalidade na contratação.
Gilvan Torres, conhecido nos bastidores da política, já foi condenado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), tendo que devolver valores ao erário chegando até a vender apartamento e casa para quitar dívidas com a Justiça. Ele também é responsável por outra empresa, a LGR, que possui contratos com várias prefeituras. Gilvan é conhecido por seu jeito resolutivo que garante dar “jeito” em tudo que se deseje fazer dentro da administração. Já seu filho Anderson, novo no cenário, tem atuado politicamente em defesa da atual gestão e protagonizado confrontos com opositores nas redes sociais.
A contratação da AFT já foi denunciada aos órgãos de controle, e há expectativa de desdobramentos nos próximos dias. Os indícios levantam suspeitas de favorecimento pessoal, burla à legislação e possível dano ao erário.
