A Secretaria de Educação de Gravatá pagou o valor de R$ 278 mil reais à empresa MN Plásticos & TNT Ltda, que pertence a um grupo empresarial proibido de participar de licitações públicas em Pernambuco. Os pagamentos foram realizados nos anos de 2022 e 2023, por meio dos Contratos nº 134/2022 e 151/2022, para aquisição de fardamento e material escolar.
A empresa é formalmente registrada em nome de Antônio Neto, mas é ligada ao empresário Antônio Júnior, que foi alvo da Operação Torrentes da Polícia Federal, deflagrada em novembro de 2017, que investigou desvios de recursos públicos durante a gestão do PSB em Pernambuco, em contratos emergenciais firmados após as enchentes daquele ano. Antônio Júnior chegou a ser preso e atualmente ainda cumpre medidas cautelares impostas pela Justiça Federal.
De acordo com documentos obtidos pelo Jornal Metrópoles, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que a MN Plásticos & TNT Ltda foi criada com o intuito de burlar decisão judicial que proíbe Antônio Júnior — ou qualquer pessoa interposta — de manter contratos com a administração pública. A empresa foi aberta em junho de 2018, apenas seis meses após a publicação da decisão judicial expedida pela 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Pernambuco.
Segundo o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), a MN Plásticos & TNT Ltda já faturou cerca de R$ 48 milhões com o estado de Pernambuco, mesmo diante das restrições impostas ao grupo empresarial. Desse montante, cerca de R$ 278 mil foram pagos pelo Prefeito Joselito Gomes (AVANTE).
