Malafaia Critica ‘Líderes Covardes’ e Desafia Justiça em Entrevista Exclusiva

Redação Pernambuco Informa

O pastor Silas Malafaia, que teve seu nome incluído em inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve bens apreendidos, concedeu uma entrevista na qual ataca a atuação da Justiça, desafia as acusações e critica outros líderes evangélicos que, segundo ele, se acovardaram diante do conflito com o Judiciário. O pastor, que financiou atos a favor de Jair Bolsonaro, nega que o confronto com o ministro Alexandre de Moraes o intimide e anuncia que estará à frente de uma nova manifestação bolsonarista.

Malafaia Acusa Outros Líderes Evangélicos de Covardia

Segundo Malafaia, a ausência de outros pastores de projeção nacional no confronto direto com o Judiciário se deve a três fatores. Ele aponta que alguns líderes são naturalmente apolíticos e preferem não se envolver. No entanto, a maioria seria “covarde” e “omissa”, temendo retaliações do poder judiciário. O pastor revela que, após ter se tornado investigado, notou um afastamento de outros líderes evangélicos. O terceiro grupo, segundo ele, é formado por aqueles que simplesmente não têm preparo para o debate político.

O pastor, que terá seu passaporte e celular apreendidos, não descarta a possibilidade de ser preso. Para ele, uma prisão seria a “maior covardia” e “pura perseguição política e religiosa”, já que, em sua visão, não há provas que justifiquem a medida.

Financiamento de Atos e Relação com a Família Bolsonaro

Malafaia confirmou ter financiado atos pró-Bolsonaro com verba de sua editora, Central Gospel, mas se recusou a divulgar os valores, afirmando ser um “direito” seu. Em relação aos áudios vazados onde ele usa palavrões e critica o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, o pastor defendeu que o linguajar prova que ele é “humano” e que a liberdade de expressão é sinal de que é um “aliado, não alienado”.

O pastor também aproveitou a oportunidade para rechaçar qualquer ambição política, afastando a ideia de uma possível candidatura à Presidência em 2026. Ele se definiu como uma “voz profética” no mundo evangélico, não um político. Ele ainda demonstrou crença de que a direita, apesar de seus atuais atritos, se unirá no futuro.

Compartilhe esse artigo