O consumo global de açúcar continua a crescer drasticamente, com uma estimativa de 177,33 milhões de toneladas métricas a serem consumidas em 2025, um aumento de quase 15% desde 2011. Embora o Brasil tenha uma presença forte na produção de açúcar, o país não está entre os 10 maiores consumidores do mundo.
Confira a lista dos países com os maiores índices de consumo por pessoa:
Do Canadá à Irlanda: Hábitos de Consumo pelo Mundo

Do 10º ao 4º lugar, a lista dos maiores consumidores de açúcar revela hábitos variados. Os canadenses e britânicos, por exemplo, superam a quantidade diária recomendada, especialmente entre os jovens. No México, apelidado de “Nação Coca-Cola”, o alto consumo está diretamente ligado aos refrigerantes. A Finlândia, mesmo com um alto consumo, tem grande parte da população que apoia a taxação de produtos açucarados. Na Bélgica, a paixão por doces e bebidas açucaradas explica o alto consumo, enquanto na Austrália, o açúcar “oculto” em alimentos processados é o principal culpado. A Irlanda se destaca pela gritante divisão socioeconômica, com pessoas de baixa renda consumindo três vezes mais açúcar.
- Canadá: 10º lugar
- Finlândia: 9º lugar, com 91,5g por dia.
- México: 8º lugar, com 92,5g por dia.
- Reino Unido: 7º lugar, com 93,2g por dia.
- Bélgica: 6º lugar, com 95g por dia.
- Austrália: 5º lugar, com 95,6g por dia.
- Irlanda: 4º lugar, com 96,7g por dia.
O Top 3 e o Consumo Americano

Os três primeiros países da lista superam a marca de 100 gramas de açúcar por dia, um dado preocupante para a saúde pública. Nos Países Baixos, em 3º lugar, com 102,5g por dia, a falta de conscientização sobre o açúcar em “intensificadores de sabor” e a crença de que consomem menos do que a realidade têm contribuído para o aumento nos diagnósticos de diabetes tipo 2.
A Alemanha, em 2º lugar, com 102,9g por dia, tem metade de sua população comendo sobremesas diariamente, com grande parte da ingestão vindo de produtos de confeitaria e bebidas. Apesar das tentativas do governo de controlar o consumo, os números continuam altos.
Em primeiro lugar, disparado, estão os Estados Unidos, com um consumo médio de 126,4 gramas de açúcar por dia, cerca de 24g a mais que a Alemanha. A dieta americana, rica em alimentos processados e lanches, é apontada como a principal causa, com os snacks sozinhos sendo responsáveis por um terço da ingestão diária de açúcar.
Doce e Viciante: o Aumento Global do Consumo de Açúcar e Seus Perigos à Saúde

Nas últimas décadas, as taxas de consumo de açúcar dispararam globalmente, e essa tendência tem sido acompanhada por um aumento alarmante de doenças crônicas. O açúcar se tornou mais acessível do que nunca, e a facilidade do comércio global o transformou em um item comum na dieta de milhões de pessoas. No entanto, por trás da sua disponibilidade, existem fatores que transformam essa substância em uma ameaça à saúde.
Acessibilidade e Vício: Por Que Consumimos Tão Mais Açúcar?

O crescimento na produção de cana-de-açúcar e os avanços agrícolas tornaram o produto mais barato e amplamente disponível. Além disso, o açúcar possui uma característica viciante que contribui para o seu consumo excessivo. Ao ser ingerido, ele desencadeia a liberação de dopamina no cérebro, a mesma substância associada a sentimentos de prazer que outras drogas também causam. Esse ciclo de recompensa leva o corpo a buscar por mais açúcar de forma constante.
Impactos Severos na Saúde Pública

Especialistas em saúde pública alertam para as graves consequências desse consumo descontrolado. Eles atribuem o aumento de pelo menos 16 doenças crônicas, incluindo diabetes e diversas condições cardiovasculares, à ingestão excessiva de açúcar. A combinação de um produto barato, disponível e quimicamente viciante tem criado uma crise de saúde em escala global, com os humanos consumindo mais açúcar do que em qualquer outro momento da história.
