Em um notável contraste com anos anteriores, nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) compareceu ao tradicional desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A ausência da Corte, que costuma ter uma presença expressiva no evento, é interpretada por analistas como um importante termômetro das relações institucionais do país.
Contexto e Contrasta com o Ano Anterior

A falta de ministros neste ano é uma mudança significativa em relação à celebração anterior, quando a Corte teve grande representação, com a presença de nomes como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Edson Fachin. A única ausência explicada foi a do ministro Luiz Roberto Barroso, que estava fora do Brasil.
Ausência em Meio a Julgamento Crucial

A decisão de não comparecer ao evento acontece em um momento particularmente sensível: o julgamento de Jair Bolsonaro e de outros sete réus na ação que apura o plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. O processo, que envolve militares e figuras-chave da gestão anterior, coloca o STF no centro de um dos momentos mais importantes da história política e judicial recente do Brasil.
