A Polícia Federal (PF) prendeu oito suspeitos de integrar uma quadrilha de hackers que, segundo investigações, já havia desviado quase R$ 1,2 bilhão em ataques a bancos e empresas de tecnologia. O grupo, que planejava um novo golpe ainda maior contra a Caixa Econômica Federal, foi desbaratado no dia 12 de setembro em uma operação da PF.
A Trama e os Ataques Anteriores

As investigações apontam que a quadrilha, com membros que usavam codinomes como SETHH 7, RBS e BA, já havia causado um prejuízo de R$ 479 milhões ao banco BMP e desviado R$ 710 milhões da empresa de tecnologia Sinqia. Parte desse dinheiro era convertido em criptomoedas e enviado para o exterior.
O novo ataque, frustrado pela PF, tinha como alvo a Caixa Econômica Federal. A quadrilha teria cooptado um funcionário para obter acesso a um notebook com credenciais para a VPN da instituição. No entanto, o gerente desconfiou e alertou a PF, que passou a monitorar a ação. O plano era usar o computador para acessar o cofre de senhas da Caixa e roubar valores de contas interbancárias e até de programas sociais.
Evidências e Confissões

A operação da PF resultou na prisão de oito suspeitos, incluindo supostas lideranças como Rafael Alves Loia e Nicollas Gabriel Pytlak. Mensagens interceptadas revelam a audácia do grupo: um dos hackers, identificado como BA, admitiu ter ajudado a construir protocolos do Pix com vulnerabilidades intencionais para facilitar os ataques. Outro integrante se gabou de ter “a senha que gira o Pix para as fraudes”.
Apesar das evidências, a maioria dos suspeitos negou envolvimento nos crimes durante seus depoimentos. Apenas Guilherme Marques Peixoto optou pelo silêncio. A PF considera que a operação desarticulou a quadrilha e evitou um golpe de proporções bilionárias.
