O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, recusou a escolta da Polícia Federal (PF) e agora concentra seus esforços para se mudar para os Estados Unidos. A decisão vem após o Supremo Tribunal Federal (STF) fixar sua pena em dois anos de prisão em regime aberto.
Extinção da Pena e Planos para o Futuro

A defesa de Cid solicitou ao STF que sua pena seja considerada extinta, argumentando que ele já cumpriu as medidas cautelares, como prisão preventiva e uso de tornozeleira eletrônica. O objetivo é que o tempo sob essas restrições seja abatido da condenação final. Caso o pedido seja aprovado pelo ministro Alexandre de Moraes, o militar teria seus passaportes de volta e estaria livre para seguir com seus planos.
Cid manifestou o desejo de se mudar para os EUA com a família, onde seu irmão já mora, facilitando a transição. Sua situação é diferente da de outros réus, já que ele não terá que cumprir pena em regime fechado.
A Posição da PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apesar de considerar a pena branda, já indicou que não irá recorrer da decisão do STF. Essa posição reforça a possibilidade de o militar encerrar definitivamente seu processo e se estabelecer no exterior.
