A tensão diplomática e militar entre Venezuela e Estados Unidos atingiu um novo pico nesta sexta-feira (25). O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou os EUA de estarem “inventando uma guerra” contra o país, em forte reação à ampliação da presença militar americana no Caribe.
A mobilização mais significativa é a chegada do porta-aviões USS Gerald R. Ford, descrito pela Marinha dos EUA como “a plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo.”
Acusações Mútuas e Ações Militares

Enquanto Washington alega conduzir operações contra o narcotráfico na região, Caracas sustenta que o verdadeiro objetivo é derrubar o regime de Maduro.
- Números da Tensão: Desde 2 de setembro, os EUA bombardearam 10 embarcações no Caribe e no Pacífico, resultando em um balanço de pelo menos 43 mortos, segundo relatos divulgados. O governo Trump classifica os alvos como “narcoterroristas”.
- Declaração de Maduro: Em cadeia obrigatória, Maduro declarou: “Eles estão inventando uma nova guerra eterna, prometeram que nunca mais se envolveriam em uma guerra e estão inventando uma guerra que nós vamos evitar”. Ele classificou o relato americano como “extravagante, vulgar, criminoso e totalmente falso”.
- Reação Militar Venezuelana: O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou a mobilização americana como “uma ameaça militar ali no Caribe contra a Venezuela, contra a região, contra a América Latina”. Em resposta, as Forças Armadas venezuelanas realizaram exercícios em 73 pontos do litoral.
- Exercícios Conjuntos: Em contrapartida, EUA e Trinidad e Tobago anunciaram exercícios conjuntos para o fim de semana.
Retórica Agressiva de Trump

O presidente Donald Trump contribuiu para a escalada retórica ao sugerir na Casa Branca que ações terrestres podem ser consideradas e que ele não pediria necessariamente uma declaração formal de guerra ao Congresso:
“Não vou necessariamente pedir uma declaração de guerra — Acho que vamos apenas matar pessoas que trazem drogas para o nosso país, certo? Vamos matá-las, sabe, elas estarão mortas.”
A fala acendeu alertas diplomáticos sobre os riscos de uma escalada ainda maior na região do Caribe.
