O deputado federal Kim Kataguiri (União), uma das figuras centrais do Movimento Brasil Livre (MBL), declarou que não voltaria a apoiar Jair Bolsonaro (PL) e que anularia seu voto em qualquer membro da família do ex-presidente, caso estivessem na disputa.
Em entrevista nesta terça-feira (28), Kataguiri criticou duramente o ex-presidente:
“A família Bolsonaro é um projeto hegemônico de poder que só está preocupado com si próprio. Não está preocupada com o país,” declarou.
Críticas ao Governo Bolsonaro

O parlamentar acusou Bolsonaro de ter desperdiçado a oportunidade de “fazer um governo de fato de direita e coerente”, citando como exemplos de traição aos próprios valores o afrouxamento da Lei de Improbidade Administrativa e as mudanças no comando da Polícia Federal.
Opinião Sobre a Tentativa de Golpe

Questionado sobre o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, Kataguiri expressou uma visão complexa:
- Críticas ao STF: Ele opina que o julgamento teve “vícios processuais” e que a Corte “atropelou” o processo.
- Reconhecimento da Tentativa: Apesar das críticas processuais, ele reconhece o risco iminente: “Eu acho que ele (Bolsonaro) tentou de fato dar um golpe de Estado. […] O Brasil esteve a um sim do comandante do Exército de ter um golpe de Estado.”
- Prisão Domiciliar: Kataguiri é contra a permanência de Bolsonaro em prisão domiciliar, acreditando que o ex-presidente “deve ir para a cadeia, sim,” e que seus problemas de saúde são “pontuais.”
Foco no Partido “Missão” e Renan Santos

Kim Kataguiri está no segundo mandato e aguarda o registro oficial de seu novo partido, o Missão (ligado ao MBL), junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- Candidato Próprio: Ele afirmou que o único nome que apoia para a Presidência em 2026 é o de Renan Santos, coordenador nacional do MBL, que o Missão pretende lançar.
- Motivação: Sobre a mudança do União Brasil para um partido iniciante, ele disse que a campanha será baseada em “militância e propósito” e que não está na política “para me perpetuar no poder,” rejeitando o conforto de recursos e tempo de TV do partido maior.
