A prática de se exercitar em jejum é popular no universo fitness, mas um estudo recente, realizado por Aird, Davies e Carson, fez uma revisão sistemática e meta-análise para avaliar os efeitos dessa prática no desempenho e no metabolismo.
O Que a Ciência Diz Sobre o Jejum e o Emagrecimento

Os resultados da meta-análise mostram que treinar sem ingestão alimentar prévia pode, de fato, aumentar a oxidação de gordura, o processo metabólico que utiliza a gordura como fonte de energia.
- Aeróbicos Leves: Essa característica ajuda a explicar a associação da prática com o emagrecimento, mas os cientistas ressaltam que a estratégia é mais indicada para exercícios aeróbicos leves, como caminhadas.
- Melhora de Desempenho: Para atividades de maior intensidade ou longa duração, a recomendação é se alimentar antes do treino. A ingestão prévia de alimentos comprovadamente melhora o desempenho e aumenta a energia disponível para uma execução mais eficiente.
Massa Muscular e Perda Acelerada de Gordura

O estudo adverte que não é correto associar o exercício em jejum diretamente ao ganho de massa muscular ou à perda acelerada de gordura corporal. Embora a prática possa contribuir para pequenas mudanças na composição corporal, ainda faltam evidências robustas para estabelecer benefícios consistentes e generalizados.
Os autores defendem a necessidade de mais pesquisas sobre a oxidação de gordura, reforçando que qualquer estratégia de treino deve levar em conta o tipo de exercício e os objetivos individuais do praticante.
💉 Alerta de Saúde: Ozempic para Fins Estéticos e Riscos de Distúrbios Alimentares

Especialistas em saúde estão emitindo um alerta sobre o uso indiscriminado e sem prescrição médica das chamadas “canetas emagrecedoras”, como o Ozempic, para fins puramente estéticos.
Apesar de celebridades reforçarem o uso desses medicamentos, os especialistas alertam para riscos graves:
- Riscos Físicos: O uso incorreto pode levar a problemas de saúde, como desnutrição, perda de massa magra e efeitos colaterais graves.
- Riscos Psicológicos: O uso não supervisionado pode atuar como um gatilho para distúrbios alimentares.
O alerta enfatiza que esses medicamentos devem ser usados apenas sob estrita prescrição e acompanhamento médico.
