O governo brasileiro, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, considerou a retirada da tarifa mínima de 10% imposta por Donald Trump sobre produtos agrícolas brasileiros como “positiva e vai na direção correta“. O decreto, assinado na sexta-feira (14), beneficia importações como carne bovina, bananas, café e tomates.
A medida foi tomada em meio à pressão interna nos EUA para reduzir o custo de vida.
A Disputa e as Expectativas do Brasil


- Tarifa Punitive Remanescente: Apesar da retirada da tarifa mínima, o Brasil continua afetado por uma tarifa punitiva adicional de 40% sobre alguns de seus principais produtos, como carne bovina e café (do qual o Brasil é o maior exportador mundial).
- Origem da Sanção: Trump impôs as tarifas em resposta ao julgamento contra seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
- Posição de Alckmin: O vice-presidente enfatizou que o Brasil continuará negociando para obter mais reduções, classificando a taxa de 40% sobre o café como um absurdo.
“No caso do café, não faz sentido manter 40%, já que o Brasil é o maior fornecedor para os Estados Unidos. São avanços sucessivos, ainda temos uma avenida de trabalho pela frente. Há uma distorção que precisa ser corrigida.”
🤝 Negociações em Andamento


As negociações comerciais foram intensificadas após o encontro entre o presidente Lula e Donald Trump em outubro, na Malásia, que promoveu um “degelo” nas relações.
- Encontros Diplomáticos: Os chefes da diplomacia dos dois países, o americano Marco Rubio e o brasileiro Mauro Vieira, se reuniram recentemente no Canadá e em Washington para dar continuidade às conversas.
- Situação da Balança Comercial: O Brasil se encontra em uma posição atípica, pois sua balança comercial é deficitária em relação aos Estados Unidos, diferentemente da maioria dos países afetados pelas tarifas de Washington.
