Com a rejeição unânime do recurso pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), o processo de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista se aproxima do trânsito em julgado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.
Cabendo ao ministro Alexandre de Moraes definir o local de cumprimento da pena em Brasília, juristas e políticos consideram quatro principais opções para o ex-presidente:
1. Prisão Domiciliar

- Situação Atual: É o regime de custódia em que Bolsonaro se encontra desde 4 de agosto.
- Justificativa: A possibilidade é considerada devido às condições de saúde do ex-presidente, que precisou ser hospitalizado três vezes desde que iniciou o cumprimento da custódia em casa. O caso de Fernando Collor, que obteve domiciliar por recomendação médica, é citado como precedente.
2. Sala de Estado-Maior

- O que é: Um espaço reservado e adequado, previsto em lei, geralmente em unidades da Polícia Federal (PF) ou em instalações militares, destinado a autoridades ou militares de alta patente.
- Precedente: Esta opção visa garantir a segurança do ex-presidente e controlar tensões políticas. É semelhante ao que ocorreu com o então ex-presidente Lula (PT), que ficou detido na Superintendência Regional da PF em Curitiba.
3. Unidade Militar

- Justificativa: Por ser capitão reformado do Exército, Moraes pode determinar que a pena seja cumprida em um Batalhão Militar.
- Precedente: O general Braga Netto, também condenado pela trama golpista, cumpre prisão preventiva em uma unidade do Comando Militar do Leste (CML) no Rio de Janeiro.
4. Estabelecimento Prisional Comum

- Local: O Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
- Implicação: Aliados consideram que a prisão de Bolsonaro na Papuda teria um grande valor simbólico para o STF, embora exija considerações especiais de segurança devido ao seu status de ex-presidente.
