O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou nesta segunda-feira (1º) a conquista de Pokrovsk, um centro estratégico vital na região de Donetsk (leste), que era essencial para a defesa de Kiev. A tomada da cidade é considerada a maior vitória militar da Rússia no conflito desde fevereiro de 2024, quando Avdiivka foi capturada.
O anúncio foi feito em uma encenação marcial, com Putin vestindo uniforme camuflado para ser informado por seus generais, um dia antes de receber uma nova proposta de paz do enviado do governo de Donald Trump.
Múltiplos Avanços e Confiança Militar

Além de Pokrovsk, o exército russo divulgou a tomada de Vovtchansk, em Kharkiv (norte), e avanços em diversas áreas da frente de batalha.
- Estratégia Russa: A escalada sugere que Putin foi convencido por seus generais de que a Rússia pode vencer a guerra militarmente. Essa demonstração de força visa fortalecer a posição de Putin na reunião desta terça-feira (2) com o enviado de Trump, Steve Witkoff.
- Área Tampão: Putin também determinou a criação de uma área tampão na fronteira sul-russa e norte-ucraniana, medida que não estava em sua lista oficial de demandas de paz, mas que reforça sua posição de poder.
Consequências para Kiev


A queda de Pokrovsk pode ser um desastre logístico para a Ucrânia. A cidade, que já teve mais de 60 mil habitantes, era o principal centro de distribuição logística por vias férreas e estradas para as forças de Volodimir Zelenski na região de Donetsk.
- Exposição do Flanco: A derrota expõe o flanco das cidades remanescentes controladas pela Ucrânia na região. Analistas preveem que Moscou pode tentar um cerco para expulsar os rivais da área.
- Fragilidade Política: A ofensiva militar ocorre em um momento de fragilidade política para Zelenski, que recentemente demitiu seu negociador-chefe, Andrii Iermak, após uma ação anticorrupção.
- Ação Tática: A conquista de Pokrovsk é vista como a culminação da aplicação de novas táticas de combate russas, adaptadas a um ambiente saturado por drones.
Apesar da busca de apoio de Zelenski em Paris junto a Emmanuel Macron, a chave para o desfecho da guerra agora recai sobre o enviado de Trump, que traz uma proposta revisada (moderada, mas que Putin já rejeitou). A matemática das baixas favorece o Kremlin, que possui mais mão de obra fardada.
