🏛️ Senado Aprova “Taxação BBB”: O que Muda com o Corte de Benefícios e Novas Alíquotas

Redação Pernambuco Informa

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (17) o texto principal do PLP 128/2025, uma medida prioritária do Ministério da Fazenda para equilibrar as contas públicas. O projeto foca no corte de incentivos fiscais e no aumento da tributação sobre Bancos (Fintechs), Bets e Bilionários (via JCP).

Como o texto foi aprovado sem mudanças de mérito em relação à Câmara, ele segue agora diretamente para a sanção presidencial. A meta é arrecadar R$ 22,45 bilhões em 2026.

📉 Principais Mudanças por Setor

Abaixo, os pontos que impactam diretamente o mercado de apostas, o setor financeiro e os investidores:

SetorO que muda?Nova Alíquota / Regra
🎰 BetsAumento da carga tributária e limite de retenção.A tributação sobe de 12% para 15% até 2028. Empresas poderão reter menos para custeio (de 88% para 85% em 2028).
💳 FintechsAumento na alíquota da CSLL (Contribuição Social).Sobe de 9% para 12% (2026-27) e chega a 15% a partir de 2028.
🏦 Bancos / CréditoAumento na alíquota da CSLL.Sobe para 17,5% (até 2027) e chega a 20% em 2028.
💰 Investidores (JCP)Mais imposto sobre Juros sobre Capital Próprio.O Imposto de Renda na fonte sobe de 15% para 17,5%.

Importante: O projeto também prevê punição para quem divulgar casas de apostas ilegais no Brasil.

✂️ Corte Linear de Benefícios Fiscais

A maior fatia da arrecadação (R$ 17,5 bilhões) virá de um ajuste nas renúncias tributárias do governo federal:

  • Redução de 10%: Diversos benefícios (PIS/Cofins, IPI, CSLL) sofrerão um corte linear em seu valor.
  • Prazo de Validade: Novos benefícios fiscais agora terão duração máxima de 5 anos.
  • Teto para Renúncias: O governo fica proibido de criar novos incentivos se o total de renúncias fiscais ultrapassar 2% do PIB.
  • Lucro Presumido: O corte nos benefícios só atingirá empresas com receita bruta anual acima de R$ 5 milhões.

⚖️ O Caminho da Aprovação

O relator, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), rejeitou todas as emendas que alteravam o conteúdo do projeto para evitar que o texto tivesse que voltar para a Câmara dos Deputados. Ele defendeu a integridade da proposta para assegurar o cumprimento das metas fiscais para o Orçamento de 2026.

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