Em um café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que não haverá blindagem nas investigações sobre o esquema de fraudes e descontos indevidos em aposentadorias do INSS. A declaração ocorre após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, levantar suspeitas que envolvem indiretamente seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).
🔍 Os Detalhes da Operação “Sem Desconto”

A nova fase da investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça (STF), apura um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões aos cofres da Previdência. Entre os pontos centrais da operação estão:
- O “Careca do INSS”: Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como líder do esquema, teria transferido R$ 1,5 milhão (em cinco parcelas de R$ 300 mil) para a empresa de Roberta Luchsinger.
- A “Conexão Lulinha”: Roberta, herdeira milionária e amiga próxima de Fábio Luís, é descrita pela PF como parte do “núcleo político” da organização. Mensagens apreendidas mostram o “Careca” pedindo pagamentos de R$ 300 mil citando que o destinatário seria o “filho do rapaz”.
- Incoerências e Provas: A PF encontrou mensagens de Roberta orientando Antunes a descartar celulares para evitar flagrantes e destruir provas.
🏛️ Reação Política e Próximos Passos

Lula enfatizou que a seriedade da investigação é prioridade máxima, independentemente de quem sejam os envolvidos:
“Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado. Se tiver o Haddad, será investigado. O Rui Costa será investigado. Não é possível admitir que alguém queira se apropriar do dinheiro do aposentado que ganha um salário mínimo”, declarou o presidente.
Apesar da fala do presidente, a CPI do INSS barrou recentemente a convocação de Lulinha, que atualmente vive na Espanha. Além das suspeitas contra o filho do presidente, a operação já resultou na demissão do secretário-executivo da Previdência, Adroaldo Portal, e em buscas contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA).
