Reunião de emergência com STF, BC e PF define estratégia de inteligência contra facções e fraudes bancárias; novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, assume coordenação do plano.
Embora o governo evite tratar de casos específicos publicamente, o Banco Master — classificado pelo ministro Fernando Haddad como a “maior fraude bancária da história” — foi o pano de fundo que acelerou essa integração. O objetivo é evitar que o crime organizado utilize instituições financeiras, fintechs e fundos de investimento para lavagem de dinheiro.
🏛️ Quem estava na mesa e o que foi decidido?


A escala da reunião reflete a gravidade do cenário atual:
- Executivo: Lula, Alckmin e Haddad (foco no impacto econômico).
- Judiciário: Alexandre de Moraes (vice-presidente do STF), garantindo o respaldo jurídico para ações rápidas.
- Fiscalização e Investigação: Gabriel Galípolo (BC), Andrei Rodrigues (PF) e Robinson Barreirinhas (Receita Federal).
- Decisão: O combate ao crime deixa de ser uma “ação policial” para ser uma “ação de Estado” coordenada, unindo o monitoramento de contas bancárias (BC) com a inteligência tributária (Receita) e a repressão criminal (PF).
🔍 O “Fator Master” e o Vazamento no STF

O clima da reunião também foi impactado por uma crise paralela:
- Inquérito de Ofício: O ministro Alexandre de Moraes abriu uma investigação para apurar o vazamento de dados fiscais de ministros do STF e seus familiares, que estariam sendo relacionados ao caso Master em reportagens.
- Autoproteção: Integrantes da Corte tratam o inquérito como uma medida necessária contra tentativas de deslegitimação do tribunal através da quebra de sigilos ilegais.
🚀 Próximos Passos: O Projeto Antifacção

O novo ministro da Justiça, em seu primeiro dia oficial, já recebeu a missão de destravar no Congresso:
- Asfixia Econômica: Foco na descapitalização das facções (o “andar de cima”).
- PEC da Segurança: Definição clara do papel da União no combate a milícias.
- Investigação Master: A PF confirmou que a Operação Compliance Zero segue em novas fases, mirando o uso de títulos podres (como os do extinto Besc) para inflar balanços bancários.
