Crise nos Transportes: Raquel Lyra troca comando da EPTI após escândalo familiar

Redação Pernambuco Informa

Exoneração ocorre dias após denúncia de que ônibus do pai da governadora rodavam sem vistorias e com frota vencida; deputados protocolam pedido de impeachment na Alepe.

A saída de Reinaux é vista nos bastidores como uma tentativa de “estancar a sangria” e blindar a gestão. O novo presidente, Yuri Coriolano, é advogado e possui histórico de confiança com a governadora, tendo atuado em sua assessoria jurídica na Casa Civil e na campanha eleitoral.

🚌 O Escândalo da “Logo Caruaruense”

A denúncia, que veio à tona na última sexta-feira (16), aponta que a empresa de João Lyra Neto operava em condições alarmantes:

  • Falta de Vistoria: Ônibus circulavam com inspeções vencidas desde 2022.
  • Frota Sucateada: Veículos com média de 14,5 anos de uso, ultrapassando o limite legal de 10 anos para o transporte intermunicipal.
  • Subsídios: Apesar das irregularidades, a empresa continuava recebendo recursos do Tesouro Estadual.
  • Desfecho: Após a repercussão, a Caruaruense anunciou o encerramento de suas atividades após 60 anos, devolvendo as linhas para a EPTI.

🏛️ O Pedido de Impeachment

Protocolado pelo deputado Romero Albuquerque (União Brasil) na segunda-feira (19), o pedido baseia-se em crime de responsabilidade:

  • Argumento: A governadora teria utilizado o cargo para permitir que interesses privados (da família Lyra) se sobrepusessem à lei e à segurança dos passageiros.
  • Status: O pedido foi recebido pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (Alepe) e deve ser analisado a partir de fevereiro, após o recesso.

🗣️ A Reação de Raquel Lyra

Durante reunião com prefeitos no Agreste, a governadora adotou um tom de indignação e defesa da honra familiar:

“A trajetória da minha família fala por mim. Não se mexe com a honra de uma pessoa honrada. Não tenho receio de responder sobre tudo aquilo que diz respeito à minha vida e à minha gestão.”

A oposição, no entanto, rebate afirmando que o discurso ético não anula as provas técnicas de que a fiscalização estadual foi “leniente” com a empresa da família da gestora.

Compartilhe esse artigo