Muralha na Papuda: Moraes proíbe acampamentos e autoriza prisões

Redação Pernambuco Informa

Decisão atende pedido da PGR e visa impedir “novo 8 de janeiro” diante da chegada de marcha liderada por Nikolas Ferreira; polícia tem ordem para prender quem resistir.

O ministro foi incisivo ao afirmar que o direito de reunião não pode ser usado como “escudo” para atos que visam desestabilizar as instituições ou comprometer a segurança de áreas de custódia.

🛑 O que determina a decisão:

  • Remoção Imediata: A Polícia Militar do DF e a Polícia Federal devem retirar barracas e manifestantes que já se encontram no local.
  • Proibição de Acesso: Fica vedada a instalação de novos grupos ou indivíduos em todo o perímetro de segurança do Complexo da Papuda.
  • Prisão em Flagrante: O magistrado autorizou a detenção imediata de qualquer pessoa que desobedecer a ordem ou oferecer resistência à desocupação.
  • Justificativa Técnica: A PGR alertou que o local é rota de escoltas federais e que a aglomeração coloca em risco a segurança pública e operacional do presídio.

🚶 O “Fator Nikolas Ferreira”

Um dos gatilhos para a urgência da decisão é a Caminhada pela Liberdade. O deputado federal, que partiu de Minas Gerais no dia 19, percorreu cerca de 240 km a pé e tem chegada prevista em Brasília para este domingo (25/01).

  • A Comitiva: Nikolas está acompanhado por figuras como Carlos Bolsonaro, Gustavo Gayer e André Fernandes.
  • O Alerta da PGR: O Ministério Público acredita que a chegada da marcha poderia servir de combustível para um acampamento permanente e ostensivo contra o STF, repetindo o padrão visto antes dos ataques de 2023.

🏛️ “Direito de Reunião não é Absoluto”

Em seu despacho, Moraes evocou as lições do 8 de Janeiro, criticando a “omissão de autoridades” no passado:

“A tentativa de golpe teve como um dos fatores principais a permissão de acampamentos ilegais. O Estado Democrático de Direito é inegociável e não ampara atos violentos voltados à desestabilização institucional.”

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