Decisão aponta “manobra” em reunião do Conselho e questiona membros da sociedade civil que ganharam cargos no Governo Raquel Lyra; Bilhete Único deve permanecer em R$ 4,30.
A ação popular, movida pelo conselheiro Pedro Josephi, revelou que o rito democrático para o aumento da tarifa foi atropelado por irregularidades administrativas. O governo estadual tem 48 horas para cumprir a ordem sob pena de multa.
⚖️ Os 3 Motivos para a Suspensão

A magistrada considerou “robustos” os argumentos que apontam ilegalidade no reajuste:
- Falta de Transparência: Estudos técnicos e a pauta da reunião não foram entregues com a antecedência mínima aos conselheiros, impedindo uma análise real dos custos.
- Abandono do Conselho: O CSTM ficou 13 meses sem realizar reuniões ordinárias, sendo convocado às pressas apenas para deliberar sobre o aumento.
- Conflito de Interesses: A denúncia mais grave indica que representantes da “sociedade civil” no conselho agora ocupam cargos comissionados no Governo do Estado. Isso teria comprometido a imparcialidade das votações.
🚌 O Impacto no Bolso

Se o aumento fosse mantido, o Recife teria um dos maiores custos proporcionais de transporte do Nordeste, especialmente em um cenário de crise na frota. A suspensão mantém:
- Bilhete Único: R$ 4,30.
- Tarifa Vigente: Permanece o valor atual até que o mérito da questão seja julgado ou o conselho realize uma nova reunião dentro das normas legais.
🏛️ Contexto Político: O “Janeiro Amargo” de Raquel Lyra

A decisão ocorre em um momento de alta pressão sobre a governadora Raquel Lyra. Além da crise no transporte, a gestão enfrenta:
- O pedido de impeachment ligado à empresa de ônibus de seu pai (Logo Caruaruense).
- A exoneração do presidente da EPTI (órgão que fiscaliza o transporte intermunicipal).
- A pressão da oposição na Alepe para que o estado assuma integralmente o subsídio do transporte para evitar novos reajustes.
