Polícia Civil conclui inquérito sobre tentativa de obstrução de justiça; familiares dos jovens — incluindo um advogado e empresários — teriam ameaçado testemunha com arma de fogo.
O cão comunitário Orelha, de 10 anos, morreu no dia 5 de janeiro após sofrer eutanásia decorrente de agressões brutais com um objeto contundente na cabeça. A investigação, no entanto, revelou que o grupo de adolescentes já vinha praticando outros atos de crueldade na região.
✈️ Suspeitos no Exterior e a “Viagem Pré-programada”

O delegado-geral Ulisses Gabriel confirmou que dois dos quatro jovens identificados embarcaram para os Estados Unidos.
- Retorno Previsto: A polícia afirma que a viagem foi planejada antes do crime e que os jovens devem retornar na próxima semana.
- Monitoramento: A Polícia Civil monitora o desembarque para evitar possíveis protestos ou novas tentativas de evasão.
🔫 Coação e Armas: O Envolvimento dos Pais

A Delegacia de Proteção Animal (DPA) indiciou três adultos (dois pais e um tio dos jovens) por coação no curso do processo.
- A Ameaça: Os adultos teriam ameaçado o vigilante de um condomínio que possuía imagens que ajudariam a esclarecer o crime.
- Busca e Apreensão: Na segunda-feira (26), mandados foram cumpridos nas residências dos suspeitos. Uma arma citada em denúncias não foi localizada, mas foram apreendidos celulares, computadores e uma pequena quantidade de drogas para uso pessoal.
🌊 Além de Orelha: O Caso do Cão Caramelo

A delegada Mardjoli Valcareggi revelou que o mesmo grupo de adolescentes foi flagrado em imagens tentando afogar outro cachorro comunitário, o Caramelo.
- O Ato: Testemunhas afirmam que eles arremessaram o cão ao mar, mas o animal conseguiu nadar e sair da água.
- Final Feliz: Em um gesto simbólico, o delegado Ulisses Gabriel adotou o cão Caramelo, garantindo que o animal não sofra novos ataques.
🏛️ O que acontece agora?

Como se tratam de menores de idade, os adolescentes respondem por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos.
- Penalidade: Segundo o ECA, eles podem ser submetidos a medidas socioeducativas, que em casos graves podem chegar à internação por até 3 anos.
- Adultos: Os familiares indiciados por coação podem responder criminalmente, com penas que incluem prisão, além de sanções éticas (no caso do advogado envolvido).
