Governador do Paraná tenta se descolar da polarização enquanto disputa espaço no PSD com Ronaldo Caiado e Eduardo Leite; Ratinho critica “rigor excessivo” do Judiciário.
Ratinho Júnior busca ocupar o vácuo da chamada “Terceira Via”, utilizando o discurso da harmonia nacional para justificar o perdão a crimes que ele próprio classificou como atos criminosos.
⚖️ O Dilema do “Vandalismo”

A fala do governador gerou polêmica por equiparar os atos golpistas a crimes de depredação comum:
- Crítica aos Atos: Ratinho não poupou palavras ao descrever os participantes do 8 de janeiro e o próprio ex-presidente no contexto daquele dia: “Esses vândalos estão errados, têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo”.
- Defesa do Indulto: Apesar da classificação, ele afirmou ser favorável ao perdão presidencial: “Eu acho que, se for necessário para pacificar o país, é necessário fazer isso [o indulto]”.
- Punição Desproporcional: Segundo ele, as penas aplicadas pelo STF foram “muito acima do adequado”.
🥊 O Confronto com o PT

Para reforçar seu perfil conservador, Ratinho Jr. utilizou um exemplo local para atacar o governo federal:
- Relembrou invasões à Assembleia Legislativa do Paraná durante protestos de professores e estudantes contra suas reformas na educação.
- Acusou o PT de ter liderado esses movimentos e afirmou que, naquela época, “ninguém foi punido”, tentando apontar um suposto “dois pesos e duas medidas” na justiça brasileira.
🗳️ A “Acotovelada” no PSD

Com a recente filiação de Ronaldo Caiado ao PSD de Gilberto Kassab, a disputa interna pelo posto de candidato do partido em 2026 ficou saturada:
- Ratinho Jr.: Aposta no discurso de gestor eficiente e na pacificação.
- Ronaldo Caiado: Traz o recall de sua gestão em Goiás e uma postura mais firme de direita.
- Eduardo Leite: Tenta manter o perfil de centro-liberal moderado.
