Daniel Vorcaro afirma que BRB sabia que créditos vinham de terceiros; Paulo Henrique Costa nega e diz que ativos foram vendidos como “próprios” do Master.
O centro da discórdia é a empresa Tirreno. Para a Polícia Federal, ela não passava de uma “empresa de fachada” usada para simular operações. O objetivo seria inflar o balanço do Banco Master para viabilizar a venda de ativos ao banco público brasiliense (BRB).
⚔️ O Embate de Versões


| Personagem | Versão na Acareação |
| Daniel Vorcaro (Master) | Afirma ter avisado ao BRB que o Master mudaria o formato e passaria a vender créditos originados por terceiros, e não mais originação própria. |
| Paulo Henrique Costa (ex-BRB) | Contradiz Vorcaro, afirmando que o entendimento era de que o Master estava recomprando e revendendo carteiras próprias, o que daria lastro à operação. |
⚖️ O Caso sobe para o STF

A investigação tomou um novo fôlego político e jurídico após a decisão do ministro Dias Toffoli:
- Foro Privilegiado: O caso saiu da Justiça Federal de Brasília e foi para o Supremo Tribunal Federal (STF) devido à citação de um deputado federal (cujo nome permanece sob sigilo) nas investigações.
- Operação Compliance Zero: A PF busca provar que a tentativa de compra do Master pelo BRB foi uma manobra para injetar dinheiro público em uma instituição insolvente e mascarar rombos bilionários.
📉 Impacto no Mercado: O “Efeito Master”

Como vimos nas notícias recentes sobre o Will Bank, a crise de confiança gerada pelo Banco Master está provocando:
- Corrida aos Bancões: Clientes estão migrando depósitos para instituições como Itaú e Banco do Brasil.
- Rigor do FGC: O Fundo Garantidor de Crédito já se prepara para o maior desembolso da história (estimado em R$ 6,3 bi apenas para o braço digital).
- Paralisia no BRB: O banco estatal do DF enfrenta uma crise de imagem e governança, após a saída de sua diretoria e o bloqueio de operações de crédito vultosas.
