A “Operação Herdeiro”: Eduardo transfere capital global para Flávio

Redação Pernambuco Informa

Mesmo sem mandato e com passaporte diplomático cancelado, Eduardo lidera comitiva pelo Oriente Médio e Europa para apresentar Flávio como a face moderada e viável da direita brasileira.

A viagem, que começou em janeiro de 2026, marca uma mudança de postura de Flávio Bolsonaro, que até então evitava as comitivas mais radicais do irmão. O objetivo agora é claro: construir uma imagem de estadista e garantir apoios de peso antes mesmo do início oficial da campanha.

🗺️ O Roteiro das Alianças (Janeiro/Fevereiro 2026)

A comitiva, que inclui os deputados Paulo Bilynskyj e Rodrigo Valadares, percorre centros estratégicos de poder:

  • Israel: Encontros com Benjamin Netanyahu e Isaac Herzog. Foi aqui que Flávio assumiu publicamente: “Discurso hoje como pré-candidato a presidente”.
  • Bahrein: Reuniões com o príncipe herdeiro Salman bin Hamad para tratar de investimentos e cooperação estratégica.
  • Conexão Europeia: Alinhamento com líderes da “Nova Direita”, incluindo o Vox (Espanha), o Chega (Portugal) e o governo de Javier Milei (Argentina) via embaixada.
  • Próximos Passos: Emirados Árabes Unidos e Catar, com possível esticada para a Hungria de Viktor Orbán.

📉 O Fator Trump e o “Fracasso do Tarifaço”

A movimentação internacional acelerou após Eduardo Bolsonaro perceber que a relação direta com Donald Trump não rendeu os frutos esperados para a anistia do pai.

  1. Aproximação Lula-Trump: O diálogo entre os atuais presidentes do Brasil e EUA resultou na manutenção de tarifas comerciais favoráveis, isolando a narrativa de “ditadura” pregada por Eduardo.
  2. Recuo na Lei Magnitsky: A Casa Branca desistiu de aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, o que foi lido como uma derrota pessoal de Eduardo em Washington.
  3. Aposta em Flávio: Diante desse cenário, a estratégia mudou de “pedir socorro externo” para “construir uma candidatura competitiva com suporte global”.

⚖️ O Status Jurídico de Eduardo Bolsonaro

A atuação de Eduardo é cercada de controvérsias legais:

  • Mandato Cassado: Eduardo foi cassado no fim de 2025 por excesso de faltas, mas continua a se apresentar como “congressista” em eventos internacionais, o que pode gerar novas implicações jurídicas.
  • Restrições: Com o passaporte diplomático cancelado por ordem de Moraes em novembro de 2025, Eduardo viaja com passaporte comum, mas utiliza sua residência nos EUA (desde março de 2025) como base de operações.

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