Lula defende na Índia uma governança da IA liderada pela ONU, focada na redução de desigualdades e na proteção das democracias contra a desinformação.
A viagem não é apenas diplomática, mas comercial: uma comitiva de 315 empresários acompanha o presidente para fechar negócios em setores que vão da aviação (Embraer) aos minerais críticos.
🤖 O Discurso de Lula na Cúpula de IA (19/02)

Em sua fala na plenária de alto nível, Lula trouxe uma perspectiva crítica sobre a concentração tecnológica:
- “Não é Inovação, é Dominação”: O presidente alertou para o risco de a IA ser usada como ferramenta de dominação pelas big techs do Norte, defendendo que os algoritmos não devem apenas servir ao mercado, mas à coesão social.
- Governança na ONU: O Brasil propõe que as regras da IA sejam discutidas no âmbito das Nações Unidas, garantindo que países em desenvolvimento tenham voz ativa na regulamentação.
- Processo de Bletchley: A cúpula em Nova Délhi é o quarto passo de um esforço global (iniciado no Reino Unido em 2023) para garantir que a IA seja segura e não represente riscos catastróficos à humanidade.
💎 Terras Raras e Minerais Críticos

Um dos pontos mais práticos da visita é a assinatura de parcerias para a exploração de minerais críticos:
- Independência da China: Brasil (que possui a 2ª maior reserva de terras raras do mundo) e Índia buscam criar uma cadeia de suprimentos alternativa à hegemonia chinesa.
- Tecnologia Verde: Esses minerais são essenciais para baterias de carros elétricos, painéis solares e turbinas eólicas.
📱 Parceria Digital para o Futuro

Na sexta-feira (20/02), o governo brasileiro realiza o evento paralelo “IA para o Bem de Todos”, com a presença de diversos ministros (Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia).
- Saúde Digital: Busca de tecnologia indiana para telemedicina e diagnóstico por IA no SUS.
- Educação: Uso da tecnologia para personalização do ensino na rede pública brasileira.
🏛️ O Próximo Passo: Coreia do Sul

Após concluir a agenda na Índia em 22 de fevereiro, Lula segue para Seul, onde o foco mudará para semicondutores e a indústria aeroespacial, buscando investimentos de gigantes como Samsung e Hyundai para fábricas em solo brasileiro.
