Brasil registra 5º ano seguido de alta, mas desacelera em dezembro; Banco Central sinaliza fim do “aperto” na Selic de 15% para a próxima reunião de março.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) confirmou o fôlego da economia no ano passado, com destaque absoluto para a agropecuária, que disparou 13,1%.
🚜 Motores e Freios do Crescimento

O desempenho foi heterogêneo entre os setores, refletindo o cenário de juros altos que impactou o consumo e o crédito:
- Agropecuária (+13,1%): O grande motor do ano, impulsionado por safras recordes.
- Serviços (+2,1%): Manteve a resiliência, embora com ritmo menor do que em 2024.
- Indústria (+1,5%): O setor mais afetado pelo custo do capital, apresentando um crescimento modesto.
- Dezembro (-0,2%): O recuo no último mês do ano acendeu o alerta sobre o esgotamento do ciclo de alta sob a Selic atual.
🏦 Juros no Topo: A Selic a 15%

O Brasil encerrou 2025 com a taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas (desde 2006).
- O Objetivo: Conter a inflação (IPCA), que fechou o ano em 4,44%, dentro do intervalo de tolerância da meta.
- A Mudança: Com a atividade econômica em “marcha lenta” no fim do ano, o BC indicou na última ata do Copom que deve iniciar um ciclo de cortes em março de 2026, possivelmente reduzindo a taxa para 14,5%.
📅 Agenda para Março de 2026

A “prova real” dos dados virá em poucos dias. O mercado aguarda o PIB Oficial do IBGE, que costuma trazer números mais precisos que a prévia do BC:
- 3 de Março: Divulgação do PIB consolidado de 2025 pelo IBGE.
- 17 e 18 de Março: Reunião do Copom que deve definir o primeiro corte de juros desde 2024.
🏛️ Impacto no Bolso e no Crédito

Para quem mora em cidades como Gravatá, onde o comércio e o setor de serviços são vitais, a manutenção da Selic em 15% por tanto tempo encareceu o financiamento de veículos, imóveis e o crédito para lojistas. A sinalização de queda para março traz um alívio esperado para o consumo local no primeiro semestre de 2026.
