📉 Desemprego de Longa Duração: 1 Milhão de Brasileiros buscam Vaga há mais de 2 anos

Redação Pernambuco Informa

Apesar do estoque elevado, número de pessoas no desemprego crônico despencou 21,7% em 2025; aquecimento do setor de serviços e comércio ajuda a reabsorver quem estava fora do mercado desde a pandemia.

A PNAD Contínua mostra que a taxa de desocupação geral do Brasil fechou o ano em 5,1%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012.

⏳ O Perfil da Espera: Tempo de Busca por Emprego

A pesquisa do IBGE estratifica o desemprego pelo tempo em que o trabalhador está na “fila”. A redução foi generalizada em todas as faixas:

  • Mais de 2 anos: 1,074 milhão de pessoas (Recuo de 21,7%).
  • Entre 1 e 2 anos: 632 mil pessoas (Recuo de 11,2%).
  • De 1 mês a 1 ano: 2,684 milhões de pessoas (Recuo de 17,9%).
  • Menos de 1 mês: 1,113 milhão (Recuo de 24,2% — indicando que as pessoas estão sendo contratadas mais rapidamente).

🚩 O Desafio da Requalificação

O desemprego de longa duração (acima de 2 anos) é o mais difícil de combater. Quanto mais tempo uma pessoa fica fora do mercado, maior é o estigma e a defasagem de habilidades.

  1. Desalento: Muitos desses 1 milhão correm o risco de desistir de procurar (tornando-se desalentados).
  2. Informalidade: Grande parte dos que saem dessa estatística estão migrando para o trabalho por conta própria ou bicos (gig economy), o que explica a taxa de informalidade ainda alta de 38,1%.

🗺️ Desigualdades Regionais (O Caso de Pernambuco)

Enquanto estados como Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%) vivem o pleno emprego, o cenário aqui em Pernambuco ainda é de cautela.

  • Taxa em PE: O estado registrou uma das maiores taxas de desocupação do país, em torno de 8,7% na média anual de 2025.
  • Gravatá: No interior, a dinâmica depende muito do turismo e do comércio local, que sentem o reflexo desse milhão de brasileiros voltando a ter renda para consumir.

🏛️ O Recorde de 2025

No balanço geral, 2025 foi o ano dos recordes para o trabalho:

  • 103 milhões de pessoas ocupadas (Recorde).
  • 38,9 milhões com carteira assinada no setor privado (Recorde).
  • Massa de rendimento: R$ 361,7 bilhões injetados na economia (Maior valor da história).
Compartilhe esse artigo